FLIR Report Studio‎

Manual do utilizador

FLIR Report Studio‎

1.3

1  Isenção de responsabilidade legal

1.1  Isenção de responsabilidade legal

Todos os produtos fabricados pela FLIR Systems possuem garantia contra defeitos de material e de fabrico pelo período de 1 (um) ano a contar da data de entrega do equipamento, desde que esses produtos tenham sido conservados em condições normais de armazenamento, utilização e serviço, e em conformidade com as instruções da FLIR Systems.
Os produtos não fabricados pela FLIR Systems, mas incluídos nos sistemas fornecidos pela FLIR Systems ao comprador original, possuem apenas a garantia, caso exista, emitida pelo fornecedor em questão. A FLIR Systems não assume qualquer responsabilidade por esses produtos.
A garantia abrange apenas o comprador original e não é transmissível. Não se aplica a quaisquer produtos que tenham sido mal utilizados, mal tratados, que tenham sofrido acidentes ou tenham sido utilizados em condições de funcionamento inadequadas. As peças substituíveis não são abrangidas pela garantia.
No caso de se verificarem defeitos num produto abrangido pela presente garantia, esse produto não deve continuar a ser utilizado para evitar que fique mais danificado. O comprador deve comunicar imediatamente quaisquer defeitos à FLIR Systems; caso contrário, a garantia não será aplicável.
A FLIR Systems, de acordo com os seus critérios, reparará ou substituirá quaisquer produtos defeituosos sem custos suplementares caso, após inspeccioná-lo, verifique que o produto apresenta realmente defeitos de material ou fabrico e desde que tenha sido devolvido à FLIR Systems dentro do referido período de um ano.
A FLIR Systems não detém quaisquer outras obrigações ou responsabilidade por outros defeitos para além das acima mencionadas.
Não existe qualquer outra garantia expressa ou implícita. A FLIR Systems rejeita especificamente as garantias implícitas de comercialização e de aptidão para um determinado fim.
A FLIR Systems não será responsável por quaisquer perdas ou danos directos, indirectos, acessórios, não previstos ou imateriais, quer nos termos de contrato, extracontratuais ou com base em qualquer outro documento legal.
A presente garantia será regida pela legislação sueca.
Os litígios, as controvérsias ou reclamações emergentes ou relacionados com a presente garantia serão definitivamente solucionados por arbitragem em conformidade com as Regras do Instituto de Arbitragem da Câmara de Comércio de Estocolmo. A sede da arbitragem será Estocolmo e o idioma a utilizar no processo de arbitragem será o inglês.

1.2  Estatísticas do utilizador

A FLIR Systems reserva o direito de recolher estatísticas de utilização anónimas para ajudar a manter e a melhorar a qualidade do nosso software e dos nossos serviços.

1.3  Alterações ao registo

A entrada de registo HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Control\Lsa\LmCompatibilityLevel será automaticamente mudada para o nível 2 se o serviço FLIR Camera Monitor detetar uma câmara FLIR ligada ao computador através de um cabo USB. A modificação só será executada se o dispositivo da câmara implementar um serviço de rede remota que suporte inícios de sessão.

1.4  Direitos autorais

© 2016, FLIR Systems, Inc. Todos os direitos reservados em todo o mundo. Nenhuma parte do software, incluindo o código-fonte, pode ser reproduzida, transmitida, copiada ou traduzida para outro idioma ou linguagem de programação, sob nenhuma forma ou por nenhum meio, eletrónico, magnético, ótico, manual ou outro, sem autorização prévia, por escrito, da FLIR Systems.
A presente documentação não pode ser, no seu todo ou em parte, copiada, fotocopiada, reproduzida, traduzida ou transmitida por qualquer meio eletrónico ou por forma legível por máquina sem autorização prévia, por escrito, da FLIR Systems.
Os nomes e marcas que surgem nos produtos aqui incluídos são marcas comerciais registadas ou marcas comerciais da FLIR Systems e/ou das suas subsidiárias. Todas as outras marcas comerciais, nomes comerciais ou de empresa aqui referidos são utilizados apenas para fins de identificação e são propriedade dos respetivos proprietários.

1.5  Garantia de qualidade

O Sistema de Gestão de Qualidade ao abrigo do qual estes produtos são desenvolvidos e fabricados foi certificado em conformidade com a norma ISO 9001.
A FLIR Systems mantém uma política de desenvolvimento contínuo; assim, reservamo-nos o direito de fazer alterações e melhorias em qualquer um dos produtos sem aviso prévio.

2  Aviso para o utilizador

2.1  Fóruns entre utilizadores

Troque ideias, problemas e soluções relacionadas com infravermelhos com utilizadores de termografia em todo o mundo nos nossos fóruns entre utilizadores. Para participar nos fóruns, visite:
http://forum.infraredtraining.com/

2.2  Formação

Para ler mais acerca de formação em infravermelhos, visite:

2.3  Actualizações da documentação

Os nossos manuais são atualizados, várias vezes por ano, e também emitimos notificações de alterações importantes dos produtos com regularidade.
Para aceder aos manuais, traduções de manuais e notificações mais recentes, abra o separador Download em:
Bastam apenas alguns minutos para efetuar o registo online. Na área de transferência, encontrará, também, as mais recentes versões dos manuais dos nossos restantes produtos, bem como os manuais relativos aos nossos produtos mais importantes ou obsoletos.

2.4  Atualizações de software

A FLIR Systems disponibiliza regularmente atualizações de software e o utilizador pode atualizar o software utilizando este serviço de atualizações. Dependendo do seu software, este serviço de atualizações está localizado numa ou em ambas as seguintes localizações:
  • Iniciar > FLIR Systems > [Software] > Verificar se existem atualizações.
  • Ajuda > Verificar se existem atualizações.

2.5  Nota importante sobre este manual

A FLIR Systems publica manuais genéricos que cobrem várias variantes de software numa versão de software.
Isto significa que este manual pode conter descrições e explicações que não se aplicam à sua variante de software.

2.6  Informação de licença adicional

Por cada licença de software adquirida, o software pode ser instalado, ativado e utilizado em dois dispositivos, p. ex., num computador portátil para aquisição de dados no local e num computador de secretária para análise no escritório.

3  Apoio ao cliente

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3.1  Geral

Para obter apoio ao cliente, visite:

3.2  Enviar uma pergunta

Para enviar uma questão à equipa de apoio ao cliente, tem de ser um utilizador registado. Basta apenas alguns minutos para efectuar o registo online. Se apenas pretender pesquisar perguntas e respostas já existentes na base de dados de conhecimentos, não precisa de ser um utilizador registado.
Quando desejar enviar uma pergunta, certifique-se de que tem à mão a seguinte informação:
  • O modelo da câmara
  • O número de série da câmara
  • O protocolo ou método de comunicação entre a câmara e o seu dispositivo (por exemplo, leitor de cartões SD, HDMI, Ethernet, USB, ou FireWire)
  • Tipo de dispositivo (PC/Mac/iPhone/iPad/dispositivo Android, etc.)
  • Versão de quaisquer programas para a FLIR Systems
  • Nome completo, número de publicação e número de revisão do manual

3.3  Transferências

No site de apoio ao cliente, também pode transferir o seguinte, sempre que aplicável ao produto:
  • Actualizações de firmware para a sua câmara de infravermelhos.
  • Actualizações de programas para o software do seu PC/Mac.
  • Versões de freeware e de avaliação de software para PC/Mac.
  • Documentação do utilizador para produtos actuais, obsoletos e históricos.
  • Desenhos mecânicos (em formatos *.dxf e *.pdf).
  • Modelos de dados CAD (em formato *.stp).
  • Histórias da aplicação.
  • Folhas de dados técnicos.
  • Catálogos de produtos.

4  Introdução

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O FLIR Report Studio é um conjunto de software especificamente concebido para facilitar a criação relatórios de inspeção.
Alguns exemplos do que pode fazer no FLIR Report Studio:
  • Importar imagens da sua câmara para o seu computador.
  • Adicionar, mover e redimensionar ferramentas de medição em qualquer imagem de infravermelhos.
  • Criar relatórios em Microsoft Word e PDF para imagens à sua escolha.
  • Adicionar cabeçalhos, rodapés e logótipos a relatórios.
  • Criar os seus próprios modelos de relatórios.

5  Instalação

5.1  Requisitos do sistema

5.1.1  Sistema operativo

O FLIR Report Studio suporta comunicação USB 2.0 e 3.0 para os seguintes sistemas operativos de PC:
  • Microsoft Windows 7, 32 bits.
  • Microsoft Windows 7, 64 bits.
  • Microsoft Windows 8, 32 bits.
  • Microsoft Windows 8, 64 bits.
  • Microsoft Windows 10, 32 bits.
  • Microsoft Windows 10, 64 bits.

5.1.2  Hardware

  • Computador pessoal com um processador dual core de 2 GHz.
  • 4 GB de RAM (mínimo; 8 GB recomendado).
  • Disco rígido de 128 GB com, pelo menos, 15 GB de espaço disponível em disco.
  • Unidade de DVD-ROM.
  • Suporte para gráficos DirectX 9 com:
    • Controlador WDDM
    • 128 MB de memória de gráficos (mínimo)
    • Pixel Shader 2.0 no hardware
    • 32 bits por pixel.
  • Monitor SVGA (1024 × 768) (ou resolução superior).
  • Acesso à Internet (podem ser aplicadas taxas).
  • Saída áudio.
  • Teclado e rato ou um dispositivo apontador compatível.

5.2  Instalação do FLIR Report Studio‎

5.2.1  Procedimento

Siga este procedimento:

6  Gestão de licenças

6.1  Activar a licença

6.1.1  Geral

Quando abrir o FLIR Report Studio pela primeira vez, poderá escolher uma das seguinte opções.
  • Activar o FLIR Report Studio online.
  • Activar o FLIR Report Studio por e-mail.
  • Comprar o FLIR Report Studio e receber um número de série para activação.
  • Utilizar o FLIR Report Studio gratuitamente durante um período de avaliação.

6.1.2  Figura

Graphic

Figura 6.1  Caixa de diálogo da activação.

6.1.3  Activar o FLIR Report Studio‎ online

6.1.4  Activar o FLIR Report Studio‎ por e-mail

6.1.5  Ativação do FLIR Report Studio‎ a partir de um computador sem acesso à Internet

Se o seu computador não tiver acesso à Internet, pode solicitar a chave de desbloqueio por e-mail a partir de outro computador.

6.2  Transferir a licença

6.2.1  Geral

É possível transferir uma licença de um computador para outro, desde que não ultrapasse o número de licenças adquiridas.
Deste modo, poderá utilizar o software, por exemplo, num PC de secretária e num computador portátil.

6.2.2  Figura

Graphic

Figura 6.5  Visualizador da licença (apenas imagem a título exemplificativo).

6.2.3  Procedimento

6.3  Ativar módulos de software adicionais

6.3.1  Geral

Para alguns programas de software, pode comprar módulos adicionais da FLIR Systems. Antes de poder utilizar o módulo, deverá ativá-lo.

6.3.2  Figura

Graphic

Figura 6.6  Visualizador da licença com a apresentação dos módulos de software disponíveis (imagem apenas a título exemplificativo).

6.3.3  Procedimento

7  Iniciar sessão

7.1  Geral

Ao iniciar pela primeira vez o FLIR Report Studio, deve iniciar a sessão com uma conta de Apoio ao Cliente da FLIR. Se já possui uma conta de Apoio ao Cliente da FLIR, pode utilizar as mesmas credenciais de início de sessão.
  • Quando iniciar a sessão, é necessário que o computador tenha acesso à Internet.
  • A menos que termine a sessão, não tem de voltar a iniciá-la para utilizar o FLIR Report Studio.

7.2  Procedimento de início de sessão

Siga este procedimento:

7.3  Terminar a sessão

Normalmente, não é necessário terminar a sessão. Se a terminar, tem de iniciar a sessão novamente para iniciar o FLIR Report Studio.

Siga este procedimento:

8  Fluxo de trabalho

8.1  Geral

Quando executa uma análise por infravermelhos, segue um fluxo de trabalho normal. Esta secção dá um exemplo de um fluxo de trabalho de análise por infravermelhos.

9  Criar relatórios de infravermelhos

9.1  Geral

O assistente do FLIR Report Studio permite-lhe gerar relatórios de forma fácil e eficiente. O assistente dá-lhe a oportunidade de otimizar e ajustar o relatório antes de este ser criado. Pode escolher diferentes modelos de relatórios, adicionar imagens, editar imagens, mover imagens para cima e para baixo e adicionar propriedades ao relatório, como informações do cliente e informações acerca de inspeção.
Utilizar o assistente do FLIR Report Studio é a forma mais fácil de criar um relatório. No entanto, também pode criar um relatório a partir de um documento do Microsoft Word em branco, adicionando e removendo objetos e modificando as propriedades dos objetos conforme descrito na secção 12.2 Gerir objectos no relatório.

9.2  Tipos de relatórios

Pode criar os seguintes tipos de relatórios com o assistente do FLIR Report Studio:
O FLIR Report Studio é fornecido com diversos modelos de relatórios. Também pode criar os seus próprios modelos, consulte a secção 13 Criar modelos de relatório.

9.3  Elementos do ecrã do assistente do FLIR Report Studio‎

9.3.1  Janela de modelo

9.3.1.1  Figura

Graphic

9.3.1.2  Explicação

9.3.2  Janela de imagem

9.3.2.1  Figura

Graphic

9.3.2.2  Explicação

9.3.3.1  Menu Ficheiro

O menu Ficheiro é constituído pelos seguintes comandos:
  • Guardar sessão. Clique para guardar uma sessão. Para obter mais informações, consulte a secção 9.5 Guardar uma sessão.
  • Carregar sessão. Clique para carregar uma sessão. Para obter mais informações, consulte a secção 9.5 Guardar uma sessão.
  • Sair. Clique para sair do assistente do FLIR Report Studio. Esta ação irá fechar a aplicação e todos os trabalhos não guardados perder-se-ão.

9.3.3.2  Menu Opções

O menu Opções é constituído pelos seguintes comandos:
  • Definições. Clique para apresentar a caixa de diálogo Definições. Para obter mais informações, consulte a secção 9.6 Alterar as definições.

9.3.3.3  Menu Ajuda

O menu Ajuda é constituído pelos seguintes comandos:
  • Documentação. Clique e selecione Online para ver os mais recentes ficheiros de ajuda na Internet ou Offline para ver os ficheiros de ajuda instalados no computador.
  • FLIR Store. Clique para aceder à loja online da FLIR.
  • FLIR Support Center. Clique para aceder ao FLIR Support Center.
  • Informações da licença. Clique para apresentar o Visualizador de licenças.
  • Validar licença FLIR. (Ativo se ainda não tiver ativado a sua licença do FLIR Report Studio.) Clique para abrir a caixa de diálogo da ativação. Para obter mais informações, consulte a secção 6 Gestão de licenças.
  • Verificar se existem atualizações. Clique para verificar se existem atualizações de software. Para obter mais informações, consulte a secção 15 Atualização de software.
  • Acerca de. Clique para apresentar a versão atual do FLIR Report Studio.

9.4  Procedimento

Siga este procedimento:

9.5  Guardar uma sessão

Uma sessão é uma forma de guardar um relatório que ainda não esteja concluído no assistente do FLIR Report Studio. Pode carregar uma sessão guardada no assistente do FLIR Report Studio e continuar o relatório mais tarde.
No assistente do FLIR Report Studio, proceda da seguinte forma:
  • Para guardar uma sessão, selecione Ficheiro > Guardar sessão.
  • Para carregar uma sessão, selecione Ficheiro > Carregar sessão.

9.6  Alterar as definições

Pode alterar as definições do assistente do FLIR Report Studio.

Siga este procedimento:

10  Importar imagens da câmara

10.1  Geral

Pode importar imagens de uma câmara ligada ao computador.

10.2  Procedimento de importação

Siga este procedimento:

11  Analisar e editar imagens

11.1  Geral

O FLIR Report StudioImage Editor é uma ferramenta poderosa de análise e edição de imagens de infravermelhos.
Seguem-se algumas das funções e definições que pode experimentar:
  • Adicionar ferramentas de medição.
  • Ajustar a imagem de infravermelhos.
  • Alterar a distribuição de cores.
  • Alterar a paleta de cores.
  • Alterar os modos de imagem.
  • Trabalhar com alarmes de cor e isotérmicos.
  • Alterar os parâmetros de medição.

11.2  Iniciar o Image Editor‎

Pode iniciar o Image Editor a partir do assistente do FLIR Report Studio e a partir do FLIR Word Add-in.

11.2.1  Iniciar o Image Editor‎ a partir do assistente do FLIR Report Studio‎

Siga este procedimento:

11.2.2  Iniciar o Image Editor‎ a partir do FLIR Word Add-in‎

Pode iniciar o Image Editor a partir de um relatório de infravermelhos editável.

Siga este procedimento:

11.3  Elementos do ecrã Image Editor‎

11.3.1  Figura

Graphic

11.3.2  Explicação

11.4  Funções de edição básica de imagens

11.4.1  Rodar a imagem

Siga este procedimento:

11.4.2  Recortar a imagem

Pode recortar uma imagem e guardar a imagem recortada como cópia da imagem original.

Siga este procedimento:

11.5  Trabalhar com ferramentas de medição

11.5.1  Geral

Para medir uma temperatura, pode utilizar uma ou mais ferramentas de medição, como um ponto, uma caixa, um círculo ou uma linha.
Quando adicionar uma ferramenta de medição à imagem, a temperatura medida será apresentada no painel direito do Image Editor. A configuração da ferramenta será também guardada no ficheiro de imagem e a temperatura medida ficará disponível para apresentação no relatório de infravermelhos.

11.5.2  Adicionar uma ferramenta de medição

Siga este procedimento:

11.5.3  Mover e redimensionar uma ferramenta de medição

Siga este procedimento:

11.5.4  Criar marcadores locais para uma ferramenta de medição

11.5.4.1  Geral

O Image Editor respeitará quaisquer marcadores existentes de uma ferramenta de medição configurados na câmara. Por vezes, contudo, poderá querer adicionar um marcador quando analisa a imagem. Para tal, utilize marcadores locais.

11.5.4.2  Procedimento

Siga este procedimento:

11.5.5  Calcular áreas

11.5.5.1  Geral

A distância incluída nos dados do parâmetro da imagem pode ser utilizada como base para cálculos de área. Uma aplicação típica é calcular o tamanho de uma mancha de humidade numa parede.
Para calcular a área de uma superfície, terá de adicionar uma ferramenta de medição de caixa ou círculo à imagem. O Image Editor calcula a área da superfície abrangida pela ferramenta de caixa ou círculo. O cálculo é uma estimativa da área da superfície com base no valor de distância.
11.5.5.1.1  Procedimento

Siga este procedimento:

11.5.5.1.2  Calcular comprimentos
11.5.5.1.2.1  Geral
A distância incluída nos dados do parâmetro da imagem pode ser utilizada como base para cálculos de comprimento.
Para calcular o comprimento, terá de adicionar uma ferramenta de medição de linha à imagem. O Image Editor calcula uma estimativa do comprimento da linha com base no valor de distância.
11.5.5.1.2.1.1  Procedimento

Siga este procedimento:

11.5.6  Configurar um cálculo da diferença

11.5.6.1  Geral

Um cálculo da diferença produz a diferença (delta) entre duas temperaturas. Por exemplo, dois pontos, ou um ponto e a temperatura máxima da imagem.

11.5.6.2  Procedimento

11.5.6.2.1  Procedimento

Siga este procedimento:

11.5.7  Eliminar uma ferramenta de medição

Siga este procedimento:

11.6  Ajustar uma imagem de infravermelhos

11.6.1  Geral

Uma imagem de infravermelhos pode ser ajustada manual ou automaticamente.
No Image Editor, pode alterar manualmente os níveis superior e inferior da escala de temperatura. Desta forma, é mais fácil a análise da imagem. Pode, por exemplo, alterar a escala de temperatura de um objeto específico na imagem. Isto possibilita a deteção de anomalias e de pequenas diferenças de temperatura na parte de interesse da imagem.
Quando ajusta automaticamente uma imagem, o Image Editor ajusta-a para o melhor brilho e contraste. Isto significa que a informação de cor é distribuída pelas temperaturas existentes na imagem.
Em algumas situações, a imagem pode conter áreas muito quentes ou muito frias fora da sua área de interesse. Nestes casos, é preferível que exclua essas áreas quando ajustar automaticamente a imagem e utilize a informação de cor apenas para as temperaturas na sua área de interesse. Pode fazer isto definindo uma região para ajuste automático.

11.6.2  Exemplo 1

Eis duas imagens de infravermelhos de um edifício. Na imagem da esquerda, que é automaticamente ajustada, o grande campo de temperatura entre o céu limpo e o edifício aquecido dificulta uma análise correta. Poderá analisar o edifício em maior detalhe, se alterar a escala de temperatura para valores próximos aos da temperatura do edifício.
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Automático
Graphic
Manual

11.6.3  Exemplo 2

Eis duas imagens de infravermelhos de um isolador numa linha de tensão. Para facilitar a análise das variações de temperatura no isolador, a escala de temperatura na imagem da direita foi alterada para valores próximos aos da temperatura do isolador.
Graphic
Automático
Graphic
Manual

11.6.4  Alterar os níveis de temperatura

Siga este procedimento:

Graphic

11.6.5  Ajustar automaticamente a imagem

Siga este procedimento:

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11.6.6  Definir uma região para ajuste automático

Uma região de ajuste automático define os níveis superior e inferior da escala de temperatura para as temperaturas máxima e mínima dessa área. Ao utilizar a informação de cor apenas para as temperaturas relevantes, irá obter mais pormenores na sua área de interesse.

Siga este procedimento:

11.7  Alterar a distribuição de cores

11.7.1  Geral

Pode alterar a distribuição de cores numa imagem. Uma distribuição de cores diferente pode facilitar uma análise mais minuciosa da imagem.

11.7.2  Definições

Pode escolher entre as seguintes distribuições de cores:
  • Temperatura linear: este é um método de visualização da imagem em que a informação de cor na imagem é distribuída linearmente com os valores de temperatura dos píxeis.
  • Equalização de histograma: este é um método de visualização da imagem que distribui a informação de cor pelas temperaturas existentes da imagem. Este método de distribuição da informação pode ser especialmente útil quando a imagem contém poucos picos de valores de temperatura muito elevados.
  • Sinal linear: este é um método de visualização da imagem em que a informação de cor na imagem é distribuída linearmente com os valores de sinal dos píxeis.
  • Melhoria digital dos detalhes: este é um método de visualização da imagem em que o conteúdo de alta frequência da imagem, como contornos e cantos, é melhorado para aumentar a visibilidade dos detalhes.

11.7.3  Procedimento

Siga este procedimento:

11.8  Alterar a paleta de cores

11.8.1  Geral

É possível alterar a paleta utilizada para apresentar as diferentes temperaturas dentro de uma imagem. Uma paleta diferente pode facilitar a analise da imagem.

Paleta de cores

Exemplo de imagem

Ártico
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Frio
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Cinzento
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Ferro
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Lava
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Arco-íris
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Arco-íris HC
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Quente
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11.8.2  Procedimento

Siga este procedimento:

11.9  Alterar os modos de imagem

11.9.1  Geral

Em algumas imagens, pode alterar o modo de imagem.

11.9.2  Tipos de modos de imagem

Modo de imagem

Exemplo de imagem

MSX térmica (Imagem Dinâmica Multiespetral): este modo apresenta uma imagem de infravermelhos em que os contornos dos objetos estão definidos. O equilíbrio térmico/fotográfico pode ser ajustado.
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Térmica (IV): neste modo, é apresentada uma imagem totalmente de infravermelhos.
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Fusão térmica: neste modo, é apresentada uma fotografia digital na qual algumas partes são apresentadas em infravermelhos, consoante os limites da temperatura.
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Combinação térmica: a câmara apresenta uma imagem combinada que utiliza uma mistura de pixels de infravermelhos e pixels de fotografias digitais. O equilíbrio térmico/fotográfico pode ser ajustado.
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Imagem na imagem: neste modo, é apresentado um fotograma de imagem de infravermelhos sobre uma fotografia digital.
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Câmara digital: neste modo, é apresentada uma fotografia totalmente digital.
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11.9.3  Procedimento

Siga este procedimento:

11.10  Trabalhar com alarmes de cor e isotérmicos

11.10.1  Geral

Se forem utilizados alarmes de cor (isotérmicos), é possível detetar facilmente anomalias numa imagem de infravermelhos. O comando isotérmico aplica uma cor de contraste a todos os pixels com uma temperatura superior, inferior ou entre os valores de temperatura definidos. Também há tipos de alarmes que são específicos do setor de construção: alarmes de humidade e de isolamento.
Pode selecionar os seguintes tipos de alarmes de cor:
  • Alarme acima: será atribuída uma cor de contraste a todos os pixels com uma temperatura superior ao nível de temperatura especificado.
  • Alarme abaixo: será atribuída uma cor de contraste a todos os pixels com uma temperatura inferior ao nível de temperatura especificado.
  • Alarme de intervalo: será atribuída uma cor de contraste a todos os pixels com uma temperatura entre dois níveis de temperatura especificados.
  • Alarme de humidade: dispara quando é detetada uma superfície em que a humidade relativa excede um valor predefinido.
  • Alarme de isolamento: dispara quando existe uma deficiência do isolamento numa parede.
  • Alarme personalizado: este tipo de alarme permite-lhe modificar manualmente as definições de um alarme padrão.
Os parâmetros de regulação do alarme de cor ativado são apresentados em ALARME no painel direito.
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11.10.2  Exemplos de imagem

Esta tabela explica os diferentes alarmes de cor (isotérmicos).

Alarme de cor

Imagem

Alarme acima
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Alarme abaixo
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Alarme de intervalo
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Alarme de humidade
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Alarme de isolamento
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11.10.3  Configurar alarmes acima e abaixo

Siga este procedimento:

11.10.4  Configurar um alarme de intervalo

Siga este procedimento:

11.10.5  Configurar um alarme de humidade

11.10.5.1  Geral

O alarme de humidade (isotérmico) pode detetar áreas em que existe risco de crescimento de bolor ou onde existe risco de queda de humidade na forma de água líquida (ou seja, o ponto de condensação).

11.10.5.2  Procedimento

Siga este procedimento:

11.10.6  Configurar um alarme de isolamento

11.10.6.1  Geral

O alarme de isolamento (isotérmico) pode detetar áreas em que pode haver uma deficiência de isolamento no edifício. Dispara quando o nível de isolamento descer abaixo de um valor predefinido da fuga de energia através da estrutura do edifício, denominado índice térmico.
Os diferentes códigos de edifícios recomendam valores diferentes para o índice térmico, mas os valores normais são 0,6 – 0,8 para edifícios novos. Consulte o seu código nacional de edifícios para obter recomendações.

11.10.6.2  Procedimento

Siga este procedimento:

11.10.7  Configurar um alarme personalizado

11.10.7.1  Geral

Um alarme personalizado é um alarme de qualquer um dos seguintes tipos:
  • Alarme acima.
  • Alarme abaixo.
  • Alarme de intervalo.
  • Alarme de humidade.
  • Alarme de isolamento.
Para estes alarmes personalizados, é possível especificar um número de diferentes parâmetros manualmente, em comparação com a utilização dos alarmes padrão:
  • Fundo.
  • Cores (semitransparentes ou cores sólidas).
  • Intervalo invertido (apenas para a isotérmica Intervalo).

11.10.7.2  Procedimento

Siga este procedimento:

11.11  Alterar os parâmetros locais para uma ferramenta de medição

11.11.1  Geral

Para medições precisas, é importante definir os parâmetros de medição. Os parâmetros de medição armazenados com a imagem são apresentados no painel direito, em PARÂMETROS.
Em algumas situações, pode querer alterar um parâmetro de medição (objeto) apenas para uma ferramenta de medição. O motivo pode-se prender com o facto de a ferramenta de medição se encontrar em frente a uma superfície significativamente mais refletora do que as outras superfícies na imagem ou com o facto de um objeto estar mais longe do que os outros objetos na imagem, etc.
Para obter mais informações sobre parâmetros de objeto, consulte a secção 18 Técnicas de medição termográfica.
Os indicadores seguintes são utilizados quando os parâmetros locais são ativados para uma ferramenta de medição:
  • Na imagem, será apresentado um asterisco (*) junto à ferramenta de medição.
    Graphic
  • Na tabela de resultados do Image Editor, é apresentado um ícone junto ao valor de medição.
    Graphic
  • Nos campos e tabelas de resultados dos relatórios de infravermelhos, é apresentado um asterisco (*) e os valores de parâmetros locais são incluídos entre parêntesis.
    Graphic

11.11.2  Procedimento

Siga este procedimento:

11.12  Trabalhar com anotações

11.12.1  Geral

É possível guardar informações adicionais com uma imagem de infravermelhos utilizando anotações. As anotações tornam a elaboração de relatórios e o pós-processamento mais eficazes, proporcionando informações essenciais sobre a imagem, como condições e informações sobre o local onde a imagem foi captada.
Algumas câmaras permitem-lhe adicionar anotações diretamente na câmara, por ex. notas (descrições das imagens), texto, voz e anotações de esquemas. Estas anotações (se disponíveis) são apresentadas no painel direito do Image Editor. Não pode adicionar notas (descrições das imagens) e anotações de texto às imagens com o Image Editor.

11.12.2  Acerca das descrições de imagens

11.12.2.1  O que é uma descrição de imagem?

Uma descrição de imagem é uma breve descrição textual em forma livre que é guardada num ficheiro de imagem de infravermelhos. Utiliza uma identificação padrão com o formato de ficheiro *.jpg e pode ser obtido por outro software.
No Image Editor e em câmaras FLIR, a descrição da imagem denomina-se Nota.
11.12.2.1.1  Procedimento

11.12.3  Acerca das anotações de texto

11.12.3.1  O que é uma anotação de texto?

Uma anotação de texto é uma informação textual acerca de algo numa imagem e é composta por um grupo de pares de informação—etiqueta e valor. As anotações de texto são utilizadas para tornar o relatório e o pós-processamento mais eficientes, através do fornecimento de informação essencial acerca da imagem, tal como condições, fotografias e informações sobre onde uma fotografia foi tirada.
Uma anotação de texto é um formato de anotação patenteado da FLIR Systems, e a informação não pode ser lida por software de outros fornecedores. O conceito baseia-se fortemente numa interacção por parte do utilizador. Na câmara, o utilizador pode seleccionar um ou vários valores para cada etiqueta. O utilizador também pode inserir valores numéricos, e fazer com que a anotação de texto capture valores de medição a partir do ecrã.

11.12.3.2  Criar uma anotação de texto para uma imagem

Siga este procedimento:

12  Trabalhar no ambiente Microsoft Word‎

12.1  Elementos do ecrã FLIR Word Add-in‎

12.1.1  Separador FLIR

Após instalar o FLIR Report Studio, o separador FLIR aparece à direita dos separadores predefinidos na fita dos seus documentos do Microsoft Word.
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12.1.2  Menu Definições

O menu Definições é constituído pelos seguintes comandos:
  • Atualizar números de página. Clique para atualizar os números de página dos campos relacionados com imagens.
  • Definir unidades. Clique para definir as unidades de temperatura e distância preferenciais. Para obter mais informações, consulte a secção 12.9 Alterar as definições.
  • Categorias de modelos. (Disponível quando criar um modelo de relatório.) Clique para selecionar uma categoria para o modelo de relatório. Para obter mais informações, consulte a secção 13.2.5 Selecionar uma categoria de modelo.
  • Ajuda. Clique para apresentar o menu Ajuda, consulte a secção 12.1.2.1 Menu Ajuda.

12.1.2.1  Menu Ajuda

O menu Ajuda é constituído pelos seguintes comandos:
  • Documentação. Clique e selecione Online para ver os mais recentes ficheiros de ajuda na Internet ou Offline para ver os ficheiros de ajuda instalados no computador.
  • FLIR Store. Clique para aceder à loja online da FLIR.
  • FLIR support Center. Clique para aceder ao FLIR Support Center.
  • Informações da licença. Clique para apresentar o Visualizador de licenças.
  • Verificar se existem atualizações. Clique para verificar se existem atualizações de software. Para obter mais informações, consulte a secção 15 Atualização de software.
  • Acerca de. Clique para apresentar a versão atual do FLIR Word Add-in.

12.2  Gerir objectos no relatório

12.2.1  General

Um modelo de relatório contém marcadores de posição para objetos como imagens térmicas, fotografias digitais, tabelas, propriedades do relatório, etc.
Quando cria um relatório com base num modelo de relatório, estes marcadores de posição são preenchidos automaticamente com base nas imagens que optar por incluir no relatório. Pode também introduzir objetos adicionais e modificar as suas propriedades depois de ter lançado o relatório no Microsoft Word, conforme descrito nas secções abaixo.
Quando criar os seus próprios modelos de relatório, consulte a secção 13 Criar modelos de relatório. Insira os objetos e defina as suas propriedades de acordo com as secções abaixo.

12.2.2  Introduzir um objeto de imagem térmica

Um objeto de imagem térmica é um marcador de posição que carrega automaticamente uma imagem térmica quando é criado um relatório.

Siga este procedimento:

12.2.3  Introduzir um objeto de imagem digital

Um objeto de imagem digital é um marcador de posição para a imagem visual associada a uma imagem térmica.

Siga este procedimento:

12.2.4  Introduzir um objeto de campo

12.2.4.1  Geral

Um objeto de campo é um marcador de posição que apresenta automaticamente informações associadas a uma imagem térmica quando é criado um relatório.
Um objeto de campo é composto por uma etiqueta e um valor, por ex., Bx1 Média 42,3 . Pode escolher apresentar apenas o valor no relatório, por ex., 42,3 .

12.2.4.2  Procedimento

Siga este procedimento:

12.2.5  Introduzir um objeto de tabela

12.2.5.1  Geral

Um objeto de tabela é um marcador de posição que apresenta automaticamente uma tabela com determinadas informações associadas a uma imagem térmica quando é criado um relatório.
Estão disponíveis os seguintes objetos de tabela:
  • Medições.
  • Parâmetros.
  • LIGAÇÃO A INSTRUMENTO.
  • Geolocalização.
  • Informação da câmara.
  • Informações do ficheiro.
  • Anotações de texto.
  • Notas.
  • Fórmulas.
Para além de objetos integrados na tabela, pode criar os seus próprios objetos de tabela. Para obter mais informações, consulte a secção 12.2.5.3 Criar um objeto de tabela personalizado.
Também pode introduzir uma tabela de resumo, incluindo informações acerca de todas as imagens térmicas no relatório. Para obter mais informações, consulte a secção 12.2.5.4 Introduzir uma tabela de resumo.

12.2.5.2  Introduzir um objeto de tabela

Siga este procedimento:

12.2.5.3  Criar um objeto de tabela personalizado

Se os objetos incorporados na tabela não corresponderem às suas necessidades, pode criar os seus próprios objetos de tabela.

Siga este procedimento:

12.2.5.4  Introduzir uma tabela de resumo

Um objeto de tabela de resumo é um marcador de posição que apresenta automaticamente uma tabela com determinadas informações em todas as imagens térmicas do relatório.

Siga este procedimento:

12.2.6  Introduzir um objeto de propriedades do relatório

Um objeto de propriedades do relatório é um marcador de posição que apresenta automaticamente as informações de clientes e as informações acerca da inspeção quando é criado um relatório.

Siga este procedimento:

12.2.7  Redimensionar objectos

12.2.7.1  Redimensionar um objeto de imagem

Siga este procedimento:

12.2.7.2  Redimensionar um objeto de tabela

Siga este procedimento:

12.2.8  Substituir uma tabela

Pode substituir uma imagem num relatório, embora mantendo todas as ligações a outros objetos.

Siga este procedimento:

12.2.9  Eliminar objectos

12.2.9.1  Eliminar um objeto de imagem

Siga este procedimento:

12.2.9.2  Eliminar um objeto de campo

Siga este procedimento:

12.2.9.3  Eliminar um objeto de tabela

Siga este procedimento:

12.3  Editar uma imagem

Pode editar imagens térmicas diretamente no relatório utilizando o FLIR Report StudioImage Editor.

Siga este procedimento:

12.4  Trabalhar com fórmulas

12.4.1  Geral

O FLIR Word Add-in permite realizar cálculos avançados em vários itens na imagem de infravermelhos. Uma fórmula pode conter todos os operadores e funções matemáticas comuns (+, –, ×, ÷, etc). Além disso, podem ser utilizadas constantes numéricas tais como π.
Mais importante ainda, as fórmulas podem incluir referências a resultados de medições, outras fórmulas e outros dados numéricos.
As fórmulas que criar estarão disponíveis no FLIR Word Add-in e podem ser introduzidas em objetos de campo e tabela em futuros relatórios.
Pode exportar uma fórmula para um ficheiro de texto. Este ficheiro de texto pode, por exemplo, ser enviado para outro computador e, depois de ser importado, ficar disponível no FLIR Word Add-in desse computador. Para obter mais informações, consulte a secção 12.4.4 Exportar e importar fórmulas.
  • A fórmula apenas pode funcionar numa única imagem de infravermelhos: não pode calcular, por exemplo, diferenças entre duas imagens de infravermelhos.
  • Pode utilizar qualquer dado de METERLiNK existente na imagem de infravermelhos como um valor numa fórmula, da mesma forma que utilizaria um valor de medição de infravermelhos. Os dados de METERLiNK podem ser armazenados na imagem de infravermelhos, utilizando medidores externos FLIR/Extech, como p. ex. uma pinça amperimétrica ou um medidor de humidade em conjunto com a câmara de infravermelhos.

12.4.2  Criar uma fórmula simples

Criar uma fórmula que calcule a diferença de temperatura entre dois pontos

12.4.3  Criar uma fórmula condicional.

Em algumas aplicações, poderá querer, por exemplo, exibir o resultado de um cálculo em letra verde se o resultado for inferior ao valor crítico e em letra vermelha se o resultado for superior ao valor crítico. Isto poderá ser efetuado através da criação de uma fórmula condicional, utilizando a instrução IF.
O procedimento abaixo descreve como configurar uma fórmula condicional que apresenta o resultado de uma fórmula de diferença de temperatura a vermelho se o valor for superior a 2,0 graus e a verde se o valor for inferior a 2,0 graus.

Criar uma fórmula condicional utilizando a instrução IF

12.4.4  Exportar e importar fórmulas

Pode exportar uma ou mais fórmulas para um ficheiro de texto. Este ficheiro de texto pode, por exemplo, ser enviado para outro computador e depois ser importado para o FLIR Word Add-in desse computador.

12.5  Propriedades do documento

12.5.1  Geral

Ao criar um relatório de infravermelhos, o programa FLIR extrai as propriedades de documento do Microsoft Word para o modelo do relatório e insere estas propriedades em campos correspondentes do Microsoft Word no relatório final.
Pode utilizar estas propriedades do documento para automatizar algumas tarefas demoradas quando criar um relatório. Por exemplo, poderá querer adicionar automaticamente informação como o nome, a morada e o endereço de correio eletrónico do local de inspeção, o nome do modelo da câmara que utiliza e o seu endereço eletrónico.

12.5.2  Tipos de propriedades de documento

Existem dois tipos diferentes de propriedades de documento:
  • Propriedades do documento resumidas.
  • Propriedades do documento personalizadas.
Para o resumo, só poderá alterar os valores, mas para personalizar pode alterar as etiquetas e os valores.

12.5.3  Criar e editar propriedades de documento do Microsoft Word‎

Criar e editar propriedades de documento

12.6  Criar um relatório

Pode criar, de forma fácil e eficiente, um relatório de infravermelhos com o assistente do FLIR Report Studio.

Siga este procedimento:

12.7  Exportar um relatório

Antes de enviar o relatório de infravermelhos ao seu cliente, pode exportá-lo num dos seguintes formatos:
  • DocX sem dados: esta opção exporta o relatório como relatório sem dados com o sufixo "_flat". Um relatório sem dados ainda pode ser editado com as funcionalidades normais do Microsoft Word, mas já não é possível gerir os objetos de imagem, campo e tabela.
  • PDF: esta opção exporta o relatório como um relatório PDF não editável.

Siga este procedimento:

12.8  Criar um modelo de relatório

Pode criar os seus próprios modelos de relatórios utilizando o FLIR Report StudioTemplate Editor.

Siga este procedimento:

12.9  Alterar as definições

Pode alterar as definições das unidades de temperatura e distância.

Siga este procedimento:

12.10  Menu Ajuda

O menu Ajuda inclui ligações a fontes de assistência e formação, informações sobre a licença, verificação de atualizações, etc.
O menu Ajuda está disponível no separador FLIR em Definições.

13  Criar modelos de relatório

13.1  Geral

O FLIR Report Studio é enviado com vários modelos de relatório diferentes (ficheiros *.dotx do Microsoft Word). Se esses modelos não corresponderem às suas necessidades, pode criar os seus próprios modelos de relatório de infravermelhos.

13.1.1  Poucos ou muitos modelos de relatório?

É natural que utilize sempre um modelo específico para um cliente específico. Se for este o caso, poderá querer incluir a informação específica da empresa do cliente no modelo, em vez de a introduzir manualmente após o relatório de infravermelhos ter sido gerado.
Contudo, se for possível criar relatórios de infravermelhos para vários clientes utilizando apenas um modelo, ou talvez apenas para alguns, a informação específica da empresa provavelmente não deverá ser incluída no modelo, uma vez que esse tipo de informação pode ser facilmente introduzido quando gerar o relatório.

13.1.2  Estrutura típica

Um modelo de relatório de infravermelhos consiste normalmente dos seguintes tipos de secções:
  • INTRO: a capa que, por exemplo, pode incluir o logótipo da empresa e elementos da identidade corporativa, o título do relatório, o nome e morada do cliente, uma tabela de resumo e qualquer trabalho gráfico ou informação adicional que poderá querer incluir.
  • DADOS: várias páginas diferentes que contêm combinações de objetos de imagens térmicas, objetos de imagens digitais, objetos de campo, objetos de tabela, etc. Podem ser incluídas várias secções de DADOS com diferentes tipos de conteúdos, por ex. "Apenas infravermelhos", "Apenas visual", "Dois IR" e "Dois IR+Visual".
  • FINAL: as suas conclusões, recomendações, diagnóstico e descrição de resumo.

13.1.3  Uma nota sobre como trabalhar no ambiente do Microsoft Word‎

Devido ao facto de o FLIR Word Add-in ser um suplemento para o Microsoft Word, as funcionalidades existentes que utiliza normalmente para criar um modelo de documento Microsoft Word podem ser utilizadas ao criar os seus modelos de relatório.
O FLIR Word Add-in adiciona vários comandos de imagens e relatórios de infravermelhos específicos da indústria. Estes comandos podem ser acedidos no separador FLIR. Estas funcionalidades podem ser utilizadas juntamente com as funcionalidades normais do Microsoft Word quando se criam modelos de relatório de infravermelhos.

13.2  Criar um modelo de relatório de infravermelhos personalizado

Pode criar um modelo de relatório de maneiras diferentes:
  • Personalizar um modelo de relatório básico.
  • Modificar um modelo de relatório existente.

13.2.1  Personalizar um modelo de relatório básico

Siga este procedimento:

13.2.2  Modificar um modelo existente—a iniciar a partir do FLIR Word Add-in‎

Siga este procedimento:

13.2.3  Modificar um modelo existente—a iniciar a partir do assistente do FLIR Report Studio‎

Siga este procedimento:

13.2.4  Adicionar várias secções de DADOS

Pode adicionar uma ou mais secções de DADOS novas ao modelo de relatório, com diferentes tipos de conteúdos, por ex. "Apenas infravermelhos", "Apenas visual", "Dois IR" e "Dois IR+Visual".
Quando utilizar um modelo com várias secções de DADOS no assistente do FLIR Report Studio, é apresentada uma lista pendente que permite selecionar a secção à qual pretende adicionar imagens. Consulte a secção 9.3.2 Janela de imagem.

Siga este procedimento:

13.2.5  Selecionar uma categoria de modelo

Pode selecionar uma ou mais categorias para o modelo de relatório.
Quando guardado e importado para o assistente do FLIR Report Studio, o modelo de relatório vai aparecer na categoria selecionada do painel esquerdo do assistente, consulte a secção 9.3.1 Janela de modelo.

Siga este procedimento:

14  Formatos de ficheiros suportados

14.1  Formatos de ficheiros radiométricos

O FLIR Report Studio suporta os seguintes formatos de ficheiro radiométricos:
  • FLIR Systems radiométrico *.jpg.

14.2  Formatos de ficheiros não radiométricos

O FLIR Report Studio suporta os seguintes formatos de ficheiro não radiométricos:
  • *.jpg.
  • *.mp4 (ficheiros vídeo).
  • *.avi (ficheiros vídeo).
  • *.pdf (relatórios).
  • *.docx (como relatórios).
  • *.dotx (como modelos).

15  Atualização de software

15.1  Geral

Pode atualizar o FLIR Report Studio com os service packs mais recentes. Pode fazê-lo a partir do assistente do FLIR Report Studio e a partir do FLIR Word Add-in.

15.2  Procedimento

Siga este procedimento:

16  Acerca da FLIR Systems

A FLIR Systems foi fundada em 1978 para ser a pioneira no desenvolvimento de sistemas de imagens de infravermelhos de elevado desempenho, sendo também a líder mundial em design, fabrico e comercialização de sistemas de imagens térmicas para uma variada gama de aplicações comerciais, industriais e governamentais. Atualmente, a FLIR Systems integra cinco grandes empresas com resultados impressionantes em tecnologia de infravermelhos desde 1958 – a sueca AGEMA Infrared Systems (anteriormente AGA Infrared Systems), as três empresas americanas Indigo Systems, FSI e Inframetrics, assim como a empresa francesa Cedip.
Desde 2007 que a FLIR Systems tem adquirido várias empresas líderes na experiência em tecnologias de sensores:
  • Extech Instruments (2007)
  • Ifara Tecnologías (2008)
  • Salvador Imaging (2009)
  • OmniTech Partners (2009)
  • Directed Perception (2009)
  • Raymarine (2010)
  • ICx Technologies (2010)
  • TackTick Marine Digital Instruments (2011)
  • Aerius Photonics (2011)
  • Lorex Technology (2012)
  • Traficon (2012)
  • MARSS (2013)
  • Empresa de micro óticas DigitalOptics (2013)
  • DVTEL (2015)
  • Point Grey Research (2016)
  • Prox Dynamics (2016)
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Figura 16.1  Documentos de patente do início dos anos 60 do século XX

A FLIR Systems possui três fábricas nos Estados Unidos (Portland, Oregon; Boston, Massachusetts; Santa Barbara, Califórnia) e uma na Suécia (Estocolmo). Desde 2007 que dispõe igualmente de uma instalação de fabrico em Tallin, Estónia. Os serviços de venda direta existentes na Alemanha, na Bélgica, no Brasil, na China, na Coreia, nos Estados Unidos, em França, em Hong Kong, em Itália, no Japão, no Reino Unido e na Suécia — juntamente com uma rede internacional de agentes e distribuidores — suportam a nossa base internacional de clientes.
A FLIR Systems está na vanguarda da inovação na indústria de câmaras de infravermelhos. Antecipamos as necessidades do mercado, melhorando continuamente as nossas câmaras já existentes e desenvolvendo novos modelos. A empresa estabeleceu marcos no design e desenvolvimento de produtos, tais como a introdução da primeira câmara portátil de funcionamento com bateria para inspeções industriais e a primeira câmara de infravermelhos não refrigerada, para mencionar apenas duas das inovações.
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Figura 16.2  1969: Thermovision Modelo 661. A câmara pesava cerca de 25 kg, o osciloscópio 20 kg e o tripé 15 kg. O operador necessitava ainda de um conjunto de geradores de 220 VCA e de um recipiente de 10 litros de azoto líquido. À esquerda do osciloscópio, é possível ver-se a ligação à Polaroid (6 kg).

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Figura 16.3  2015: FLIR One, um acessório para telemóveis iPhone e Android. Peso: 90 g.

A FLIR Systems fabrica todos os componentes eletrónicos e mecânicos vitais dos próprios sistemas da câmara. Todas as etapas de produção são feitas e supervisionadas pelos nossos próprios engenheiros, desde o design e fabrico de detetores até lentes e sistemas eletrónicos, testes finais e calibragem. A experiência profunda destes especialistas em infravermelhos assegura a precisão e fiabilidade de todos os componentes vitais que equipam a câmara de infravermelhos.

16.1  Mais do que apenas uma câmara de infravermelhos

Na FLIR Systems sabemos que a nossa função é ir mais além do que apenas produzir os melhores sistemas de câmara de infravermelhos. Estamos empenhados em proporcionar a todos os utilizadores dos nossos sistemas de câmaras de infravermelhos maior produtividade no seu trabalho, fornecendo-lhes a combinação câmara-software mais potente. Desenvolvemos a nível interno software especialmente concebido para manutenção condicional, Investigação e Desenvolvimento e monitorização de processamento. A maioria do software encontra-se disponível em vários idiomas.
Disponibilizamos uma vasta gama de acessórios de suporte para as nossas câmaras de infravermelhos para adaptar o seu equipamento às aplicações de infravermelhos mais exigentes.

16.2  Partilha dos nossos conhecimentos

Muito embora as nossas câmaras sejam concebidas para serem extremamente fáceis de utilizar, há muito mais a saber sobre termografia do que saber apenas como manusear a câmara. Por este motivo, a FLIR Systems fundou o Infrared Training Center (ITC), uma unidade comercial independente, que disponibiliza cursos de formação certificados. Frequentar um dos cursos do ITC proporciona uma experiência de aprendizagem prática real.
A equipa do ITC também está preparada para lhe fornecer qualquer assistência relativamente à aplicação, que possa ser necessária para aplicar na prática a teoria relativa aos sistemas de infravermelhos.

16.3  Assistência aos nossos clientes

A FLIR Systems opera uma rede de assistência mundial para que possa manter a sua câmara sempre em funcionamento. Se detetar algum problema na câmara, os centros de assistência locais têm todo o equipamento e conhecimentos para o resolver no mínimo de tempo possível. Assim, não será preciso enviar a sua câmara para outra parte do mundo ou ter de falar com alguém que não fala o seu idioma.

17  Termos, leis e definições

Termo

Definição

Absorção e emissão1
A capacidade ou habilidade de um objeto absorver energia irradiada incidente é sempre igual à capacidade de emitir a sua própria energia como radiação
Ajuste térmico
Processo de colocar as cores da imagem no objeto da análise, de forma a maximizar o contraste
Calor
Energia térmica transferida entre dois objetos (sistemas) devido à respetiva diferença de temperatura
Condução
Transferência direta de energia térmica de molécula para molécula, causada por colisões entre as moléculas
Conservação da energia2
A soma do conteúdo total de energia num sistema fechado é constante
Convecção
Modo de transferência de calor em que um fluido é colocado em movimento, por gravidade ou por outra força, transferindo assim o calor de um local para o outro
Diagnóstico
Análise de sintomas e síndromes para determinar a causa de avarias ou falhas3
Direção da transferência de calor4
O calor flui espontaneamente de mais quente para mais frio, transferindo assim a energia térmica de um local para outro5
Emissividade
Relação entre a potência irradiada por corpos reais e a potência irradiada por um corpo negro à mesma temperatura e no mesmo comprimento de onda6
Energia térmica
Energia cinética total das moléculas que compõem o objeto7
Gradiente térmico
Mudança gradual na temperatura ao longo da distância8
Isotérmico
Substitui determinadas cores na escala por uma cor contrastante. Marca um intervalo de temperatura aparente igual9
Paleta de cores
Atribui cores diferentes para indicar níveis específicos de temperatura aparente. As paletas podem fornecer um contraste elevado ou reduzido, dependendo das cores utilizadas nas mesmas
Radiação de saída
Radiação que sai da superfície de um objeto, independentemente das respetivas fontes originais
Radiação incidente
Radiação que atinge um objeto a partir da sua envolvência
Resolução espacial
Capacidade de uma câmara de infravermelhos para reproduzir pequenos objetos ou detalhes
Taxa de transferência de calor10
Sob condições de estado estacionário, a taxa de transferência de calor é diretamente proporcional à condutividade térmica do objeto, à área transversal do objeto através da qual o calor flui e à diferença de temperatura entre as duas extremidades do objeto. É inversamente proporcional ao comprimento, ou espessura, do objeto11
Temperatura
Medida da energia cinética média das moléculas e átomos que compõem a substância
Temperatura aparente
Leitura não compensada de um instrumento de infravermelhos que inclui toda a radiação incidente no instrumento, independentemente das respetivas fontes12
Temperatura aparente refletida
Temperatura aparente do ambiente que é refletida pelo alvo para uma câmara de infravermelhos13
Termografia por infravermelhos
Processo de aquisição e análise de informações térmicas de dispositivos de imagens térmicas sem contacto
Termografia qualitativa
Termografia que utiliza a análise de padrões térmicos para revelar a existência de e localizar a posição de anomalias14
Termografia quantitativa
Termografia que utiliza a medição de temperatura para determinar a gravidade de uma anomalia, a fim de estabelecer prioridades de reparação15
Transferência de calor por radiação
Transferência de calor através da emissão e absorção de radiação térmica

18  Técnicas de medição termográfica

18.1  Introdução

Uma câmara de infravermelhos mede e reproduz em imagens a radiação de infravermelhos emitida pelos objetos. O facto de a radiação resultar da temperatura de superfície do objeto, possibilita que a câmara calcule e mostre essa temperatura.
No entanto, a radiação medida pela câmara não depende apenas da temperatura do objeto, mas varia também em função da emissividade. A radiação resulta também do meio exterior e reflete-se no objeto. A radiação do objeto e a radiação refletiva serão também influenciadas pelo efeito de absorção da atmosfera.
Para medir a temperatura com precisão é, portanto, necessário compensar os efeitos de um determinado número de diferentes fontes de radiação. Isto é feito online e automaticamente pela câmara. Os seguinte parâmetros do objeto devem, todavia, ser introduzidos na câmara:
  • A emissividade do objeto
  • A temperatura aparente refletida
  • A distância entre o objeto e a câmara
  • A humidade relativa
  • Temperatura da atmosfera

18.2  Emissividade

O principal parâmetro do objeto a definir corretamente é a emissividade que, sintetizando, consiste na medição da gama de radiação emitida pelo objeto, comparativamente à que é emitida por um corpo negro perfeito com a mesma temperatura.
Normalmente, os materiais dos objetos e os tratamentos de superfície possuem uma gama de emissividade compreendida entre 0,1 e 0,95. A emissividade de uma superfície extremamente polida (espelho) é inferior a 0,1, enquanto uma superfície oxidada ou pintada possui uma emissividade mais elevada. Tinta à base de óleo, independentemente da cor no espectro visível, possui uma emissividade superior a 0,9 em infravermelhos. A pele humana possui uma emissividade entre 0,97 e 0,98.
Os metais não oxidados representam um caso extremo de perfeita opacidade e de elevada reflexividade, o que não varia muito com o comprimento de onda. Consequentemente, a emissividade dos metais é baixa – aumentando apenas com a temperatura. Nos não-metais, a emissividade tende a ser elevada e diminui com a temperatura.

18.2.1  Cálculo da emissividade de uma amostra

18.2.1.1  Etapa 1: Determinação da temperatura aparente refletida

Utilize um dos dois métodos seguintes para determinar a temperatura aparente refletida:
18.2.1.1.1  Método 1: Método direto
Não pode utilizar um termopar para medir a temperatura refletida aparente, porque um termopar mede a temperatura, mas a temperatura aparente é a intensidade de radiação.
18.2.1.1.2  Método 2: Método refletor

18.2.1.2  Etapa 2: Determinação da emissividade

18.3  Temperatura aparente refletida

Este parâmetro é utilizado para compensar a radiação refletida no objeto. Se a emissividade for baixa e a temperatura do objeto for relativamente diferente da refletida, será importante definir e compensar corretamente a temperatura aparente refletida.

18.4  Distância

A distância consiste na distância entre o objeto e a lente frontal da câmara. Este parâmetro é utilizado para compensar os dois factos seguintes:
  • Que a radiação do alvo seja absorvida pela atmosfera entre o objeto e a câmara.
  • Que a radiação da própria atmosfera seja detetada pela câmara.

18.5  Humidade relativa

A câmara também pode compensar o facto de a transmitância depender também da humidade relativa da atmosfera. Para o fazer, defina a humidade relativa para o valor correto. Para distâncias curtas e humidade normal, a humidade relativa pode, normalmente, ser deixada num valor predefinido de 50%.

18.6  Outros parâmetros

Adicionalmente, algumas câmaras e programas de análise da FLIR Systems permitem-lhe compensar os seguintes parâmetros:
  • Temperatura atmosférica - isto é, a temperatura da atmosfera entre a câmara e o alvo
  • Temperatura ótica externa – isto é, a temperatura de quaisquer lentes externas ou janelas utilizadas em frente da câmara
  • Transmissão ótica externa – isto é., a transmissão de quaisquer lentes externas ou janelas utilizadas em frente da câmara

19  História da tecnologia de infravermelhos

Antes de 1800, nem sequer se suspeitava da existência da porção de infravermelhos no espectro eletromagnético. O significado original do espectro de infravermelhos (ou simplesmente ‘infravermelhos’, como é geralmente conhecido) como forma de radiação térmica é talvez menos óbvio atualmente do que na data da sua descoberta por Herschel, em 1800.
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Figura 19.1  Sir William Herschel (1738–1822)

A sua descoberta foi obra do acaso, durante a procura de um novo material óptico. Sir William Herschel – astrónomo real do rei Jorge III da Inglaterra e já famoso por ter descoberto o planeta Urano – procurava um filtro ótico para reduzir o brilho da imagem do Sol nos telescópios, durante as observações solares. Ao testar várias amostras de vidro de cor que permitiam reduções semelhantes do brilho, ficou intrigado quando se apercebeu de que algumas das amostras deixavam passar muito pouco calor do Sol, enquanto outras deixavam passar tanto calor que, após alguns segundos de observação, os olhos corriam o risco de sofrer lesões.
Herschel imediatamente se convenceu da necessidade de proceder a uma experiência sistemática, com o objetivo de descobrir um único material que permitisse obter a redução de brilho pretendida, bem como uma redução máxima do calor. Iniciou a sua experiência repetindo a experiência de Newton sobre o prisma, tentando, no entanto, estudar o efeito térmico em vez da distribuição visual da intensidade no espectro. Começou por escurecer com tinta o bolbo de um termómetro de mercúrio em vidro sensível e, utilizando-o como detetor de radiações, procedeu ao teste do efeito térmico das várias cores do espectro formado sobre a superfície de uma mesa, fazendo passar a luz do Sol através de um prisma de vidro. Outros termómetros, colocados fora do alcance dos raios solares, serviram de controlo.
À medida que o termómetro escurecido era lentamente deslocado através das cores do espectro, as leituras da temperatura registavam um aumento contínuo desde o violeta até ao vermelho. Este resultado não era totalmente inesperado, uma vez que o cientista italiano, Landriani, durante uma experiência semelhante, em 1777, já tinha observado mais ou menos o mesmo efeito. Todavia, foi Herschel o primeiro a reconhecer que deveria existir um ponto onde o efeito térmico atingia um valor máximo e que as medições limitadas à porção visível do espectro não tinham conseguido localizar.
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Figura 19.2  Marsilio Landriani (1746–1815)

Ao mover o termómetro para a região escura, para além da extremidade vermelha do espectro, Herschel teve a confirmação de que o calor continuava a aumentar. Quando encontrou o ponto máximo, este encontrava-se muito para além da extremidade vermelha – no que atualmente conhecemos por "comprimentos de onda infravermelhos".
Quando Herschel revelou a sua descoberta, referiu-se a essa nova porção de espectro eletromagnético como "espectro termométrico". Quando se referia à radiação propriamente dita, utilizava por vezes a expressão "calor escuro" ou simplesmente "os raios invisíveis". Ironicamente, e contrariamente à crença geral, não foi Herschel quem deu origem ao termo "infravermelho". A palavra só começou a aparecer impressa cerca de 75 anos mais tarde, e ainda não se sabe muito bem a quem pertence o mérito da sua origem.
O facto de Herschel ter utilizado vidro no prisma da sua primeira experiência envolveu-o em algumas controvérsias com os seus contemporâneos acerca da existência real dos comprimentos de onda infravermelhos. Alguns cientistas, na tentativa de comprovar a sua descoberta, utilizaram indiscriminadamente vários tipos de vidro, com diferentes transparências nos infravermelhos. Através de experiências posteriores, Herschel constatou as limitações na transparência do vidro relativamente à recém-descoberta radiação térmica, vendo-se obrigado a concluir que a óptica de infravermelhos estaria provavelmente condenada à utilização exclusiva de elementos refletores (ou seja, espelhos planos e curvos). Felizmente, isto apenas foi verdade até 1830, data em que o cientista italiano, Melloni, fez a sua grande descoberta de que o sal-gema de ocorrência natural (NaCl) – disponível em cristais naturais suficientemente grandes para serem transformados em lentes e prismas – é invulgarmente transparente aos infravermelhos. Como resultado desta descoberta, o sal-gema tornou-se no principal material óptico de infravermelhos e assim se manteve durante os cem anos seguintes, até ser dominada a arte de criar cristais sintéticos, nos anos 30 do século XX.
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Figura 19.3  Macedonio Melloni (1798–1854)

Os termómetros, enquanto detetores de radiação, mantiveram-se insubstituíveis até 1829, ano em que Nobili inventou o termopar. (O termómetro utilizado por Herschel permitia leituras até aos 0,2 °C e os modelos posteriores permitiam efetuar uma leitura até aos 0,05 °C). Assistiu-se então a um avanço notável, quando Melloni ligou vários termopares em série para formar a primeira termopilha. O novo dispositivo era, pelo menos, 40 vezes mais sensível do que o melhor termómetro da altura para deteção de radiação térmica, capaz de detetar o calor libertado pelo corpo de uma pessoa a três metros de distância.
A primeira imagem térmica tornou-se possível em 1840, resultado do trabalho efetuado por Sir John Herschel, filho do descobridor dos infravermelhos e, também ele, um astrónomo famoso. Baseando-se na evaporação diferencial de uma película fina de petróleo quando exposta a um padrão térmico incidindo nela, era possível ver-se a imagem térmica através da luz refletida onde os efeitos de interferência da película de petróleo tornavam a imagem visível a olho nu. Sir John conseguiu ainda obter um registo rudimentar da imagem térmica em papel, a que chamou "termógrafo".
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Figura 19.4  Samuel P. Langley (1834–1906)

O aperfeiçoamento do detetor de infravermelhos progrediu lentamente. Outra descoberta importante, feita por Langley em 1880, foi a invenção do bolómetro. Este consistia numa tira fina e enegrecida de platina ligada a um braço de um circuito de ponte de Wheatstone sobre o qual incidiam as radiações infravermelhas e ao qual respondia um galvanómetro sensível. Diz-se que este aparelho permitiu detetar o calor libertado pelo corpo de uma vaca que se encontrava a uma distância de 400 metros.
Um cientista inglês, Sir James Dewar, utilizou pela primeira vez gases liquefeitos como agentes de arrefecimento (como azoto líquido a uma temperatura de –196 °C) em pesquisas a baixa temperatura. Em 1892, inventou um recipiente único isolado a vácuo, no qual é possível armazenar gases liquefeitos durante vários dias. A "garrafa térmica" comum, utilizada para conservar bebidas quentes e frias, baseia-se nesta invenção.
Entre 1900 e 1920, os inventores deste mundo "descobriram" os infravermelhos. Foram emitidas muitas patentes para dispositivos de deteção de pessoas, artilharia, aviões, navios e até icebergues. Os primeiros sistemas operacionais, no sentido atual do termo, começaram a ser desenvolvidos durante a Primeira Guerra Mundial (1914–18), em que ambas as fações possuíam programas de investigação vocacionados para a exploração militar dos infravermelhos. Estes programas incluíam sistemas experimentais para intrusão/deteção do inimigo, deteção de temperatura à distância, comunicações seguras e orientação de "torpedos aéreos". Um sistema de procura por infravermelhos testado durante este período permitia detetar um avião em aproximação a uma distância de 1,5 km, ou uma pessoa a mais de 300 metros.
Os sistemas mais sensíveis até essa altura baseavam-se todos em variantes da ideia do bolómetro, mas o período entre as duas grandes guerras assistiu ao desenvolvimento de dois novos e revolucionários detetores por infravermelhos: o conversor de imagens e o detetor de fotões. Inicialmente, o conversor de imagens recebeu maior atenção por parte dos militares, dado que, pela primeira vez na história, permitia que um observador visse, literalmente, no escuro. Porém, a sensibilidade do conversor de imagens limitava-se aos comprimentos de onda próximos de infravermelhos e os alvos militares de maior importância (como, por exemplo, os soldados inimigos) tinham de ser iluminados por feixes infravermelhos de deteção. Uma vez que isto envolvia o risco de denunciar a posição do observador a um observador inimigo com o mesmo equipamento, é compreensível que o interesse dos militares pelo conversor de imagens tenha desvanecido.
As desvantagens tático-militares dos chamados sistemas "ativos" de formação de imagens térmicas (ou seja, equipados com feixes de deteção) incentivaram, após a Segunda Guerra Mundial (1939–45), programas militares secretos abrangentes de pesquisa de infravermelhos para estudarem a possibilidade de desenvolverem sistemas "passivos" (sem feixes de deteção) com base no extremamente sensível detetor de fotões. Durante esse período, as regras de sigilo militar proibiam terminantemente a divulgação do estado de desenvolvimento da tecnologia de formação de imagens de infravermelhos. O véu só começou a ser levantado em meados dos anos cinquenta do século XX e, a partir daí, começaram finalmente a estar à disposição das comunidades industrial e científica civis dispositivos apropriados de formação de imagens térmicas.

20  Teoria da termografia

20.1  Introdução

As especificidades da radiação de infravermelhos e a respetiva técnica de termografia continuam desconhecidas para muitos dos utilizadores de uma câmara de infravermelhos. Nesta secção será apresentada a teoria da termografia.

20.2  Espectro eletromagnético

O espectro eletromagnético é dividido arbitrariamente em diversas regiões de comprimento de onda, designadas por bandas, distinguidas pelos métodos utilizados para produzir e detetar a radiação. Não existe nenhuma diferença fundamental entre a radiação nas diferentes bandas do espectro eletromagnético. Gerem-se todas pelas mesmas leis e as únicas diferenças devem-se às diferenças no comprimento de onda.
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Figura 20.1  Espectro eletromagnético. 1: Raio X; 2: UV; 3: Visível; 4: Infravermelhos; 5: Micro-ondas; 6: Ondas de rádio.

A termografia utiliza a banda espectral de infravermelhos. Na extremidade da onda curta a fronteira situa-se no limite da perceção visual, na área a vermelho. Na extremidade de onda longa, funde-se com os comprimentos de onda das micro-ondas e radioelétricas, em termos de milímetros.
A banda de infravermelhos é frequentemente subdividida em quatro bandas mais pequenas, cujos limites são também escolhidos de forma arbitrária. Incluem: a próxima ao infravermelho(0,75–3 μm), a infravermelho médio (3–6 μm), a afastada do infravermelho (6–15 μm) e a extrema de infravermelhos (15–100 μm). Muito embora os comprimentos de onda sejam fornecidos em μm (mícrones), são ainda frequentemente utilizadas outras unidades para medir o comprimento de onda nesta região espectral, por exemplo. o nanómetro (nm) e o Ångström (Å).
As relações entre as diferentes medições de comprimento de onda são as seguintes:
formula

20.3  Radiação do corpo negro

Um corpo negro consiste num objeto que absorve toda a radiação de que é alvo, em qualquer comprimento de onda. A aparente utilização imprópria de negro para um objeto que emite radiação é explicada pela Lei de Kirchhoff (segundo Gustav Robert Kirchhoff, 1824–1887), que determina que um corpo capaz de absorver toda a radiação em qualquer comprimento de onda é igualmente capaz na emissão de radiações.
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Figura 20.2  Gustav Robert Kirchhoff (1824–1887)

A construção de uma fonte de corpo negro é, em princípio, muito simples. As características de radiação de uma abertura numa cavidade isotérmica, feita de um material absorvente opaco, representa quase exatamente as propriedades de um corpo negro. Uma aplicação prática do princípio para a construção de um absorvente perfeito de radiação consiste numa caixa que é impermeável à luz, exceto numa abertura que existe num dos lados. Qualquer radiação que entre pelo orifício é dispersa e absorvida por reflexões repetidas e, assim, apenas uma fração infinitesimal pode, eventualmente, escapar. A escuridão conseguida na abertura é quase igual à de um corpo negro e quase perfeita para todos os comprimentos de onda.
Instalando um elemento de aquecimento adequado a tal cavidade isotérmica, consegue-se o que é designado por radiador de cavidade. Uma cavidade isotérmica aquecida a uma temperatura uniforme gera radiação de corpo negro, cujas características são determinadas exclusivamente pela temperatura da cavidade. Estes radiadores de cavidade são, normalmente, utilizados como fontes de radiação em padrões de referência de temperatura em laboratório para calibrar instrumentos termográficos, tais como a câmara da FLIR Systems por exemplo.
Caso a temperatura de radiação do corpo negro aumente para um valor superior a 525 °C, a fonte começa a tornar-se visível, de forma que, a olho nu, deixa de parecer negra. Esta é a temperatura de aquecimento vermelha incipiente do radiador, que depois se torna laranja ou amarela à medida que a temperatura aumenta. De facto, a definição da temperatura de cor de um objeto é a temperatura à qual um corpo negro teria de ser aquecido para obter a mesma aparência.
Tenha agora em consideração três expressões que descrevem a radiação emitida por um corpo negro.

20.3.1  Lei de Planck

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Figura 20.3  Max Planck (1858–1947)

Max Planck (1858–1947) conseguiu descrever a distribuição espectral da radiação emitida por um corpo negro através da seguinte fórmula:
formula
em que:
Wλb
Emitância radiante espectral do corpo negro a comprimento de onda λ.
c
Velocidade da luz = 3 × 108 m/s
h
Constante de Planck = 6,6 × 10-34 Joule seg.
k
Constante de Boltzmann = 1,4 × 10-23 Joule/K.
T
Temperatura absoluta (K) de um corpo negro.
λ
Comprimento de onda (μm).
A fórmula de Planck, quando representada graficamente para várias temperaturas, produz uma família de curvas. Seguindo qualquer curva Planck específica, a emitância espectral é de zero a λ = 0, depois aumenta rapidamente para uma máxima a um comprimento de onda λmax e, depois de o ultrapassar, aproxima-se novamente do zero a comprimentos de onda muito longos. Quanto mais elevada for a temperatura, mais curto é o comprimento de onda ao qual a máxima é registada.
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Figura 20.4  Emitância radiante espectral do corpo negro segundo a lei de Planck, representada graficamente para várias temperaturas absolutas. 1: Emitância radiante espectral (W/cm2 × 103 (μm)); 2: Comprimento de onda (μm)

20.3.2  Lei do deslocamento de Wien

Ao diferenciar a fórmula de Planck no que respeita a λ, e descobrindo a máxima, temos:
formula
Esta é a fórmula de Wien (segundo Wilhelm Wien, 1864–1928), que exprime matematicamente a observação comum de que as cores variam de vermelho até laranja ou amarelo à medida que a temperatura de um radiador térmico aumenta. O comprimento de onda da cor é o mesmo que o calculado para λmax. É conseguida uma boa aproximação ao valor de λmax para uma determinada temperatura de corpo negro se se aplicar a regra básica de 3000/T μm. Assim, uma estrela tão quente como a Sírio (11 000 K), que emite uma luz branca-azulada, irradia com o pico de emitância radiante espectral que ocorre dentro do espectro ultravioleta invisível, a um comprimento de onda de 0,27 μm.
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Figura 20.5  Wilhelm Wien (1864–1928)

O Sol (aprox. 6 000 K) emite luz amarela, regista o pico a cerca de 0,5 μm no centro do espectro de luz visível.
A uma temperatura ambiente (300 K) o pico de emitância radiante regista-se a 9,7 μm, na banda afastada de infravermelhos, enquanto que à temperatura de nitrogénio líquido (77 K), a máxima da quase insignificante quantidade de emitância radiante regista-se a 38 μm, nos comprimentos de onda extremos de infravermelhos.
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Figura 20.6  Curvas de Planck registadas graficamente em escalas semilogarítmicas de 100 K a 1000 K. A linha pontilhada representa o lugar geométrico da emitância radiante máxima a cada temperatura, conforme descrito na Lei do deslocamento de Wien. 1: Emitância radiante espectral (W/cm2 (μm)); 2: Comprimento de onda (μm).

20.3.3  Lei de Stefan-Boltzmann

Ao integrar a fórmula de Planck de λ = 0 a λ = ∞, obtemos a emitância radiante total (Wb) de um corpo negro:
formula
Esta é a fórmula Stefan-Boltzmann (segundo Josef Stefan, 1835–1893, e Ludwig Boltzmann, 1844–1906), que determina que a energia emissiva total de um corpo negro é proporcional à quarta energia da sua temperatura absoluta. Graficamente, Wb representa a área abaixo da curva de Planck para uma temperatura específica. Pode ser demonstrado que a emitância radiante no intervalo λ = 0 a λmax é de apenas 25% do total, o que representa, aproximadamente, a quantidade de radiação do Sol que é registada dentro do espectro de luz visível.
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Figura 20.7  Josef Stefan (1835–1893), e Ludwig Boltzmann (1844–1906)

Utilizando a fórmula Stefan-Boltzmann para calcular a energia irradiada pelo corpo humano, a uma temperatura de 300 K e numa área de superfície externa de aproximadamente 2 m2, obtemos 1 kW. Esta perda de energia não poderia ser suportada se não fosse a absorção de radiação de compensação das superfícies adjacentes, a temperaturas ambiente que não variam drasticamente da temperatura do corpo - ou, naturalmente, tendo em conta o vestuário.

20.3.4  Emissores não-corpo negro

Até agora, apenas foram considerados os radiadores e a radiação de corpo negro. No entanto, os objetos reais quase nunca estão em conformidade com estas leis numa região de comprimento de onda alargada – muito embora possam apresentar um comportamento próximo do corpo negro em determinados intervalos espectrais. Por exemplo, um determinado tipo de tinta branca pode aparecer perfeitamente branca no espectro de luz visível, mas torna-se nitidamente cinzenta a cerca de 2 μm e, ultrapassando os 3 μm, torna-se quase preta.
Podem ocorrer três processos que evitam que um objeto real se comporte como um corpo negro: pode ser absorvida uma fração da radiação incidente α, pode ser refletida uma fração ρ e pode ser transmitida uma fração τ. Uma vez que todos estes fatores são mais ou menos dependentes do comprimento de onda, o índice λ é utilizado para representar a dependência espectral das suas definições. Assim:
  • A absorção espectral αλ= à relação da energia radiante espectral absorvida por um objeto com a que incide sobre si.
  • A reflexão espectral ρλ = à relação da energia radiante espectral refletida por um objeto com a que incide sobre si.
  • A transmissão espectral τλ = à relação da energia radiante espectral transmitida através de um objeto com a que incide sobre si.
A soma destes três fatores devem sempre resultar no total a qualquer comprimento de onda, para obtermos a relação:
formula
Para materiais opacos τλ = 0 e a relação simplifica-se para:
formula
Outro fator, designado por emissividade, é necessário para descrever a fração ε da emitância radiante de um corpo negro produzida por um objeto a uma temperatura específica. Deste modo, temos a seguinte definição:
A emissividade espectral ελ= à relação de energia radiante espectral de um objeto com a de um corpo negro à mesma temperatura e no mesmo comprimento de onda.
Expresso em termos matemáticos, isto pode ser escrito como a relação da emitância espectral do objeto com a de um corpo negro da seguinte forma:
formula
Em termos gerais, existem três tipos de fontes de radiação, que se distinguem pelas formas como a emitância espectral de cada uma varia com o comprimento de onda.
  • Um corpo negro, para o qual ελ = ε = 1
  • Um corpo cinzento, para o qual ελ = ε = constante inferior a 1
  • Um radiador seletivo, para o qual ε varia com o comprimento de onda
Segundo a lei de Kirchhoff, para qualquer material, a emissividade espectral e a absorção espectral de um corpo são iguais em quaisquer temperaturas e comprimentos de onda especificados. Ou seja:
formula
A partir disto obtemos, para um material opaco (visto que αλ + ρλ = 1):
formula
Para materiais extremamente polidos ελ aproxima-se de zero, de forma que para um material perfeitamente refletor (isto é, um espelho perfeito) temos:
formula
Para um radiador de corpo cinzento, a fórmula Stefan-Boltzmann transforma-se em:
formula
Isto determina que a energia emissiva total de um corpo cinzento é a mesma de um corpo negro à mesma temperatura reduzida proporcionalmente ao valor de ε do corpo cinzento.
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Figura 20.8  Emitância radiante espectral de três tipos de radiadores. 1: Emitância radiante espectral; 2: Comprimento de onda; 3: Corpo negro; 4: Radiador seletivo; 5: Corpo cinzento.

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Figura 20.9  Emissividade espectral de três tipos de radiadores. 1: Emissividade espectral; 2: Comprimento de onda; 3: Corpo negro; 4: Corpo cinzento; 5: Radiador seletivo.

20.4  Materiais semitransparentes a infravermelhos

Considere agora um corpo semitransparente, não metálico – digamos, na forma de uma placa espessa e plana de material plástico. Quando a placa é aquecida, a radiação gerada no seu volume deve expandir-se até às superfícies através do material em que é parcialmente absorvida. Além disso, quando chega à superfície, alguma dessa radiação é refletida novamente para o interior. A radiação refletida em retorno é, de novo, parcialmente absorvida, mas parte chega à outra superfície, através da qual a grande maioria da radiação escapa e parte é novamente refletida. Muito embora as reflexões progressivas se tornem cada vez mais fracas, devem ser todas somadas quando é calculada a emitância total da placa. Quando a série geométrica resultante é somada, a emissividade efetiva de uma placa semitransparente é obtida da seguinte forma:
formula
Quando a placa se torna opaca, esta fórmula fica reduzida à fórmula única:
formula
Esta última relação é particularmente conveniente, pois é muitas vezes mais fácil medir a reflexão do que medir diretamente a emissividade.

21  Fórmula de medição

Conforme já foi mencionado, ao visualizar um objeto, a câmara recebe radiações emitidas não só pelo próprio objeto, mas também pelo meio adjacente, refletidas pela superfície do objeto. Ambas as radiações são, em parte, atenuadas pela atmosfera na trajetória da medição. A estas, junta-se um terceira contribuição de radiações emitidas pela própria atmosfera.
Esta descrição da situação da medição, conforme ilustrado na figura a seguir, é, até agora, uma descrição fiel das condições reais. É possível que tenha sido negligenciada, por exemplo, a difusão da luz do Sol na atmosfera ou a radiação difusa proveniente de fontes de radiação intensa, fora do campo de visão. É difícil quantificar essas perturbações. Porém, na maioria dos casos, a sua quantidade é, felizmente, suficientemente reduzida a ponto de as tornar negligenciáveis. No caso de não o serem, a configuração da medição poderá ser de tal ordem que o risco de perturbações torna-se óbvio, pelo menos aos olhos de um operador experiente. É, pois, da responsabilidade do operador alterar a situação da medição com vista a evitar quaisquer perturbações, modificando, por exemplo, a direção da visão, protegendo a câmara contra fontes de radiação intensa, etc.
Aceitando a descrição anterior, pode utilizar-se a figura abaixo com vista a obter uma fórmula para calcular a temperatura do objeto a partir da saída da câmara calibrada.
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Figura 21.1  Representação esquemática da situação da medição termográfica geral.1: Meio adjacente; 2: Objeto; 3: Atmosfera; 4: Câmara

Supondo que a potência da radiação recebida W da fonte de temperatura de um corpo negro Tsource a uma distância curta gera um sinal de saída da câmara Usource proporcional à entrada da potência (câmara linear de potência), podemos então escrever (equação 1):
formula
ou, com representação simplificada:
formula
em que C é uma constante.
Se a fonte for um corpo cinzento com emitância ε, consequentemente, a radiação recebida será εWsource.
Estamos agora em condições de apresentar os três termos de potência da radiação recolhidos:
A potência total da radiação recebida pode agora ser formulada (equação 2):
formula
Multiplica-se cada termo pela constante C da equação 1 e substitui-se os produtos CW pelo U correspondente, de acordo com a mesma equação, obtendo-se (equação 3):
formula
Resolver a equação 3 para Uobj (equação 4):
formula
Esta é a fórmula de medição geral utilizada em todos os equipamentos termográficos da FLIR Systems. As tensões da fórmula são:

Tabela 21.1  Tensões

Uobj
Tensão de saída calculada da câmara para um corpo negro de temperatura Tobj, ou seja, uma tensão que pode ser diretamente convertida em temperatura real requerida do objeto.
Utot
Tensão de saída medida da câmara para o caso real.
Urefl
Tensão de saída teórica da câmara para um corpo negro de temperatura Trefl de acordo com a calibragem.
Uatm
Tensão de saída teórica da câmara para um corpo negro de temperatura Tatm de acordo com a calibragem.
O operador terá de fornecer um número de valores de parâmetros para o cálculo:
  • a emitância do objeto ε,
  • a humidade relativa,
  • Tatm
  • distância do objeto (Dobj)
  • a temperatura (efetiva) do meio adjacente ao objeto, ou a temperatura ambiente refletida Trefl, e
  • a temperatura da atmosfera Tatm
Esta tarefa pode, por vezes, tornar-se num fardo pesado para o operador, uma vez que não existem formas simples de encontrar valores precisos de emitância e de transmitância atmosférica para o caso real. As duas temperaturas deixam de constituir um problema desde que o meio adjacente não contenha fontes de radiação intensa e vasta.
Uma pergunta pertinente relacionada com isto é a seguinte: Qual a importância de se conhecerem os valores corretos destes parâmetros? Pode ser importante ficar já com uma perspetiva do problema, analisando vários casos de medição e comparando as magnitudes relativas dos três termos de radiação. Isto dará indicações sobre quando é importante utilizar os valores corretos e de que parâmetros.
As figuras abaixo ilustram as magnitudes relativas das três contribuições de radiação para três temperaturas de objeto diferentes, duas emitâncias e duas amplitudes espectrais: SW e LW. Os parâmetros restantes possuem os seguintes valores fixos:
  • τ = 0,88
  • Trefl = 20 °C
  • Tatm = 20 °C
É óbvio que a medição de temperaturas de objeto baixas é mais crítica do que a medição de temperaturas altas, uma vez que as fontes de radiação "perturbadoras" são relativamente mais fortes no primeiro caso. Caso a emitância do objeto também fosse baixa, a situação tornar-se-ia ainda mais difícil.
Finalmente, é necessário responder à questão acerca da importância de poder utilizar-se a curva de calibragem acima do ponto de calibragem mais elevado, o que designamos de extrapolação. Imaginemos que, num determinado caso, medimos Utot = 4,5 volts. O ponto de calibragem mais elevado da câmara era da ordem dos 4,1 volts, um valor que o operador desconhecia. Assim, mesmo que o objeto fosse um corpo negro, ou seja, Uobj = Utot, estamos a efetuar a extrapolação da curva de calibragem quando convertemos os 4,5 volts em temperatura.
Agora, suponhamos que o objeto não é negro, possui uma emitância de 0,75 e a transmitância é de 0,92. Suponhamos, ainda, que os dois segundos termos da equação 4, juntos, equivalem a 0,5 volts. Então, o cálculo de Uobj através da equação 4 resulta em Uobj = 4,5 / 0,75 / 0,92 – 0,5 = 6,0. Esta é uma extrapolação algo exagerada, particularmente se considerarmos que o amplificador do vídeo pode limitar a saída a 5 volts! De notar que a aplicação da curva de calibragem é um procedimento teórico onde não existem quaisquer limitações eletrónicas ou outras. Acreditamos que, se não tivessem havido quaisquer limitações de sinal na câmara e se tivesse sido calibrada muito para além dos 5 volts, a curva resultante seria bastante semelhante à nossa curva real extrapolada para além dos 4,1 volts, desde que o algoritmo de calibragem se baseie na física de radiação, como o algoritmo da FLIR Systems. É evidente que deve existir um limite para estas extrapolações.
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Figura 21.2  Magnitudes relativas das fontes de radiação em condições de medição variáveis (câmara de SW). 1: Temperatura do objeto; 2: Emitância; Obj: Radiação do objeto; Refl: Radiação refletida; Atm: Radiação atmosférica. Parâmetros fixos: τ = 0,88; Trefl = 20 °C; Tatm = 20 °C.

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Figura 21.3  Magnitudes relativas das fontes de radiação em condições de medição variáveis (câmara de SW). 1: Temperatura do objeto; 2: Emitância; Obj: Radiação do objeto; Refl: Radiação refletida; Atm: Radiação atmosférica. Parâmetros fixos: τ = 0,88; Trefl = 20 °C; Tatm = 20 °C.

22  Tabelas de emissão

Esta secção apresenta uma compilação de dados sobre a emissividade retirados de documentação sobre infravermelhos e das medições efetuadas pela FLIR Systems.

22.1  Referências bibliográficas

22.2  Tabelas

Tabela 22.1  T: Espectro total; SW: 2–5 µm; LW: 8–14 µm, LLW: 6.5–20 µm; 1: Material; 2: Especificação; 3:Temperatura em °C; 4: Espectro; 5: Emissividade: 6: Referência

1

2

3

4

5

6

3M tipo 35
Fita elétrica em vinil (várias cores)
< 80
LW
≈ 0,96
13
3M tipo 88
Fita elétrica em vinil preto
< 105
LW
≈ 0,96
13
3M tipo 88
Fita elétrica em vinil preto
< 105
MW
< 0,96
13
3M tipo Super 33+
Fita elétrica em vinil preto
< 80
LW
≈ 0,96
13
Alcatrão
   
T
0,79-0,84
1
Alcatrão
papel
20
T
0,91-0,93
1
Alumínio
alterado, marcadamente
17
SW
0,83-0,94
5
Alumínio
anodizado, cinzento claro, opaco
70
SW
0,61
9
Alumínio
anodizado, cinzento claro, opaco
70
LW
0,97
9
Alumínio
anodizado, folha
100
T
0,55
2
Alumínio
anodizado, preto, opaco
70
SW
0,67
9
Alumínio
anodizado, preto, opaco
70
LW
0,95
9
Alumínio
como recebido, folha
100
T
0,09
2
Alumínio
como recebido, placa
100
T
0,09
4
Alumínio
depositado no vácuo
20
T
0,04
2
Alumínio
endurecido
27
10 µm
0,18
3
Alumínio
endurecido
27
3 µm
0,28
3
Alumínio
folha
27
10 µm
0,04
3
Alumínio
folha
27
3 µm
0,09
3
Alumínio
folha, 4 amostras com estrias diferentes
70
SW
0,05-0,08
9
Alumínio
folha, 4 amostras com estrias diferentes
70
LW
0,03-0,06
9
Alumínio
mergulhado em HNO3, placa
100
T
0,05
4
Alumínio
moldado, limpo a jacto
70
SW
0,47
9
Alumínio
moldado, limpo a jacto
70
LW
0,46
9
Alumínio
oxidado, fortemente
50-500
T
0,2-0,3
1
Alumínio
polido
50-100
T
0,04-0,06
1
Alumínio
polido, folha
100
T
0,05
2
Alumínio
polido, placa
100
T
0,05
4
Alumínio
superfície rugosa
20-50
T
0,06-0,07
1
Amianto
ardósia
20
T
0,96
1
Amianto
em pó
 
T
0,40-0,60
1
Amianto
ladrilho de pavimento
35
SW
0,94
7
Amianto
papel
40-400
T
0,93-0,95
1
Amianto
prancha
20
T
0,96
1
Amianto
tecido
 
T
0,78
1
Areia
   
T
0,60
1
Areia
 
20
T
0,90
2
Argamassa
 
17
SW
0,87
5
Argamassa
seco
36
SW
0,94
7
Aço inoxidável
folha, não tratado, um pouco estriado
70
SW
0,30
9
Aço inoxidável
folha, não tratado, um pouco estriado
70
LW
0,28
9
Aço inoxidável
folha, polido
70
SW
0,18
9
Aço inoxidável
folha, polido
70
LW
0,14
9
Aço inoxidável
laminado
700
T
0,45
1
Aço inoxidável
liga, 8% Ni, 18% Cr
500
T
0,35
1
Aço inoxidável
tipo 18-8, oxidado a 800°C
60
T
0,85
2
Aço inoxidável
tipo 18-8, raspado
20
T
0,16
2
Aço inoxidável
tratado a jato de areia
700
T
0,70
1
Barro
refratário
70
T
0,91
1
Betão
 
20
T
0,92
2
Betão
passadeira
5
LLW
0,974
8
Betão
rugoso
17
SW
0,97
5
Betão
seco
36
SW
0,95
7
Borracha
dura
20
T
0,95
1
Borracha
mole, cinzenta, rugosa
20
T
0,95
1
Bronze
bronze de fósforo
70
SW
0,08
9
Bronze
bronze de fósforo
70
LW
0,06
9
Bronze
em pó
 
T
0,76-0,80
1
Bronze
polido
50
T
0,1
1
Bronze
poroso, rugoso
50-150
T
0,55
1
Bronze-alumínio
 
20
T
0,60
1
Carbono
fuligem
20-400
T
0,95-0,97
1
Carbono
fuligem de vela
20
T
0,95
2
Carbono
grafite, superfície limada
20
T
0,98
2
Carbono
pó de carvão
 
T
0,96
1
Carbono
pó de grafite
 
T
0,97
1
Chumbo
brilhante
250
T
0,08
1
Chumbo
não oxidado, polido
100
T
0,05
4
Chumbo
oxidado a 200°C
200
T
0,63
1
Chumbo
oxidado, cinzento
20
T
0,28
1
Chumbo
oxidado, cinzento
22
T
0,28
4
Chumbo vermelho
 
100
T
0,93
4
Chumbo vermelho, em pó
 
100
T
0,93
1
Cobre
comercial, polido brilhante
20
T
0,07
1
Cobre
eletrolítico, cuidadosamente polido
80
T
0,018
1
Cobre
eletrolítico, polido
-34
T
0,006
4
Cobre
fundido
1100-1300
T
0,13-0,15
1
Cobre
oxidado
50
T
0,6-0,7
1
Cobre
oxidado até escurecer
 
T
0,88
1
Cobre
oxidado, fortemente
20
T
0,78
2
Cobre
oxidado, preto
27
T
0,78
4
Cobre
polido
50-100
T
0,02
1
Cobre
polido
100
T
0,03
2
Cobre
polido, comercial
27
T
0,03
4
Cobre
polido, mecânico
22
T
0,015
4
Cobre
puro, superfície cuidadosamente preparada
22
T
0,008
4
Cobre
raspado
27
T
0,07
4
Couro
curtido
 
T
0,75-0,80
1
Crómio
polido
50
T
0,10
1
Crómio
polido
500-1000
T
0,28-0,38
1
Dióxido de cobre
em pó
 
T
0,84
1
Ebonite
   
T
0,89
1
Escória
caldeira
0-100
T
0,97-0,93
1
Escória
caldeira
1400-1800
T
0,69-0,67
1
Escória
caldeira
200-500
T
0,89-0,78
1
Escória
caldeira
600-1200
T
0,76-0,70
1
Esmalte
 
20
T
0,9
1
Esmalte
laca
20
T
0,85-0,95
1
Esmeril
grosso
80
T
0,85
1
Estanho
metal branco de folha da flandres
100
T
0,07
2
Estanho
polido brilhante
20-50
T
0,04-0,06
1
Estuque
rugoso, lima
10-90
T
0,91
1
Ferro e aço
brilhante, despolido
150
T
0,16
1
Ferro e aço
camada de óxido brilhante, folha
20
T
0,82
1
Ferro e aço
coberto com ferrugem vermelha
20
T
0,61-0,85
1
Ferro e aço
com ferrugem vermelha, folha
22
T
0,69
4
Ferro e aço
eletrolítico
100
T
0,05
4
Ferro e aço
eletrolítico
22
T
0,05
4
Ferro e aço
eletrolítico
260
T
0,07
4
Ferro e aço
eletrolítico, cuidadosamente polido
175-225
T
0,05-0,06
1
Ferro e aço
enferrujado, extremamente
17
SW
0,96
5
Ferro e aço
enferrujado, vermelho
20
T
0,69
1
Ferro e aço
esmerilado, folha
950-1100
T
0,55-0,61
1
Ferro e aço
extremamente enferrujado, folha
20
T
0,69
2
Ferro e aço
laminado a frio
70
SW
0,20
9
Ferro e aço
laminado a frio
70
LW
0,09
9
Ferro e aço
laminado a quente
130
T
0,60
1
Ferro e aço
laminado a quente
20
T
0,77
1
Ferro e aço
laminado, de novo
20
T
0,24
1
Ferro e aço
laminado, folha
50
T
0,56
1
Ferro e aço
oxidado
100
T
0,74
4
Ferro e aço
oxidado
100
T
0,74
1
Ferro e aço
oxidado
1227
T
0,89
4
Ferro e aço
oxidado
125-525
T
0,78-0,82
1
Ferro e aço
oxidado
200
T
0,79
2
Ferro e aço
oxidado
200-600
T
0,80
1
Ferro e aço
oxidado, fortemente
50
T
0,88
1
Ferro e aço
oxidado, fortemente
500
T
0,98
1
Ferro e aço
polido
100
T
0,07
2
Ferro e aço
polido
400-1000
T
0,14-0,38
1
Ferro e aço
polido, folha
750-1050
T
0,52-0,56
1
Ferro e aço
preparado, cuidadosamente polido
40-250
T
0,28
1
Ferro e aço
rugoso, superfície plana
50
T
0,95-0,98
1
Ferro e aço
trabalhado de novo com esmeril
20
T
0,24
1
Ferro estanhado
folha
24
T
0,064
4
Ferro galvanizado
folha
92
T
0,07
4
Ferro galvanizado
folha, oxidado
20
T
0,28
1
Ferro galvanizado
folha, polido brilhante
30
T
0,23
1
Ferro galvanizado
fortemente oxidado
70
SW
0,64
9
Ferro galvanizado
fortemente oxidado
70
LW
0,85
9
Ferro, moldado
lingotes
1000
T
0,95
1
Ferro, moldado
líquido
1300
T
0,28
1
Ferro, moldado
maquinado
800-1000
T
0,60-0,70
1
Ferro, moldado
moldagem
50
T
0,81
1
Ferro, moldado
não trabalhado
900-1100
T
0,87-0,95
1
Ferro, moldado
oxidado
100
T
0,64
2
Ferro, moldado
oxidado
260
T
0,66
4
Ferro, moldado
oxidado
38
T
0,63
4
Ferro, moldado
oxidado
538
T
0,76
4
Ferro, moldado
oxidado a 600 °C
200-600
T
0,64-0,78
1
Ferro, moldado
polido
200
T
0,21
1
Ferro, moldado
polido
38
T
0,21
4
Ferro, moldado
polido
40
T
0,21
2
Gelo: Ver Água
         
Gesso
 
20
T
0,8-0,9
1
Granito
polido
20
LLW
0,849
8
Granito
rugoso
21
LLW
0,879
8
Granito
rugoso, 4 amostras diferentes
70
SW
0,95-0,97
9
Granito
rugoso, 4 amostras diferentes
70
LW
0,77-0,87
9
Grés
polido
19
LLW
0,909
8
Grés
rugoso
19
LLW
0,935
8
Hidróxido de alumínio
em pó
 
T
0,28
1
Krylon Ultra-flat black 1602
Preto liso
Temperatura ambiente até 175
LW
≈ 0,96
12
Krylon Ultra-flat black 1602
Preto liso
Temperatura ambiente até 175
MW
≈ 0,97
12
Laca
3 cores pulverizadas em alumínio
70
SW
0,50-0,53
9
Laca
3 cores pulverizadas em alumínio
70
LW
0,92-0,94
9
Laca
Alumínio em superfície rugosa
20
T
0,4
1
Laca
baquelite
80
T
0,83
1
Laca
branco
100
T
0,92
2
Laca
branco
40-100
T
0,8-0,95
1
Laca
preta, brilhante, pulverizada em ferro
20
T
0,87
1
Laca
preta, mate
100
T
0,97
2
Laca
preto, opaco
40-100
T
0,96-0,98
1
Laca
resistente ao calor
100
T
0,92
1
Latão
folha, laminado
20
T
0,06
1
Latão
folha, trabalhado com esmeril
20
T
0,2
1
Latão
lixado com esmeril de 80 grit
20
T
0,20
2
Latão
opaco, oxidado
20-350
T
0,22
1
Latão
oxidado
100
T
0,61
2
Latão
oxidado
70
SW
0,04-0,09
9
Latão
oxidado
70
LW
0,03-0,07
9
Latão
oxidado a 600 °C
200-600
T
0,59-0,61
1
Latão
polido
200
T
0,03
1
Latão
polido, altamente
100
T
0,03
2
Lima
   
T
0,3-0,4
1
Madeira
 
17
SW
0,98
5
Madeira
 
19
LLW
0,962
8
Madeira
aplainada
20
T
0,8-0,9
1
Madeira
branca, húmida
20
T
0,7-0,8
1
Madeira
carvalho aplainado
20
T
0,90
2
Madeira
carvalho aplainado
70
SW
0,77
9
Madeira
carvalho aplainado
70
LW
0,88
9
Madeira
contraplacado, não tratado
20
SW
0,83
6
Madeira
contraplacado, suave, seco
36
SW
0,82
7
Madeira
esmerilada
 
T
0,5-0,7
1
Madeira
pinho, 4 amostras diferentes
70
SW
0,67-0,75
9
Madeira
pinho, 4 amostras diferentes
70
LW
0,81-0,89
9
Magnésio
 
22
T
0,07
4
Magnésio
 
260
T
0,13
4
Magnésio
 
538
T
0,18
4
Magnésio
polido
20
T
0,07
2
Molibdénio
 
1500-2200
T
0,19-0,26
1
Molibdénio
 
600-1000
T
0,08-0,13
1
Molibdénio
filamento
700-2500
T
0,1-0,3
1
Neve: Ver Água
         
Nextel Velvet 811-21 Black
Preto liso
-60-150
LW
> 0,97
10 e 11
Níquel
eletrogalvanizado em ferro, não polido
20
T
0,11-0,40
1
Níquel
eletrogalvanizado em ferro, não polido
22
T
0,11
4
Níquel
eletrogalvanizado em ferro, polido
22
T
0,045
4
Níquel
eletrogalvanizado, polido
20
T
0,05
2
Níquel
eletrolítico
22
T
0,04
4
Níquel
eletrolítico
260
T
0,07
4
Níquel
eletrolítico
38
T
0,06
4
Níquel
eletrolítico
538
T
0,10
4
Níquel
fio
200-1000
T
0,1-0,2
1
Níquel
mate claro
122
T
0,041
4
Níquel
oxidado
1227
T
0,85
4
Níquel
oxidado
200
T
0,37
2
Níquel
oxidado
227
T
0,37
4
Níquel
oxidado a 600 °C
200-600
T
0,37-0,48
1
Níquel
polido
122
T
0,045
4
Níquel
puro comercialmente, polido
100
T
0,045
1
Níquel
puro comercialmente, polido
200-400
T
0,07-0,09
1
Níquel-cromo
fio, limpo
50
T
0,65
1
Níquel-cromo
fio, limpo
500-1000
T
0,71-0,79
1
Níquel-cromo
fio, oxidado
50-500
T
0,95-0,98
1
Níquel-cromo
laminado
700
T
0,25
1
Níquel-cromo
tratado a jato de areia
700
T
0,70
1
Ouro
polido
130
T
0,018
1
Ouro
polido, altamente
100
T
0,02
2
Ouro
polido, cuidadosamente
200-600
T
0,02-0,03
1
Painel de vidro (vidro flotado)
sem revestimento
20
LW
0,97
14
Papel
4 cores diferentes
70
SW
0,68-0,74
9
Papel
4 cores diferentes
70
LW
0,92-0,94
9
Papel
amarelo
 
T
0,72
1
Papel
azul, escuro
 
T
0,84
1
Papel
branco
20
T
0,7-0,9
1
Papel
branco, 3 brilhos diferentes
70
SW
0,76-0,78
9
Papel
branco, 3 brilhos diferentes
70
LW
0,88-0,90
9
Papel
ligado a branco
20
T
0,93
2
Papel
preto
 
T
0,90
1
Papel
preto, opaco
 
T
0,94
1
Papel
preto, opaco
70
SW
0,86
9
Papel
preto, opaco
70
LW
0,89
9
Papel
revestido com laca preta
 
T
0,93
1
Papel
verde
 
T
0,85
1
Papel
vermelho
 
T
0,76
1
Papel de parede
padrão ligeiro, cinzento claro
20
SW
0,85
6
Papel de parede
padrão ligeiro, vermelho
20
SW
0,90
6
Papelão
não tratado
20
SW
0,90
6
Pavimento em asfalto
 
4
LLW
0,967
8
Pele
humana
32
T
0,98
2
Placa de fibra
dura, não tratada
20
SW
0,85
6
Placa de fibra
masonita
70
SW
0,75
9
Placa de fibra
masonita
70
LW
0,88
9
Placa de fibra
painel de partículas
70
SW
0,77
9
Placa de fibra
painel de partículas
70
LW
0,89
9
Placa de fibra
porosa, não tratada
20
SW
0,85
6
Platina
 
100
T
0,05
4
Platina
 
1000-1500
T
0,14-0,18
1
Platina
 
1094
T
0,18
4
Platina
 
17
T
0,016
4
Platina
 
22
T
0,03
4
Platina
 
260
T
0,06
4
Platina
 
538
T
0,10
4
Platina
fio
1400
T
0,18
1
Platina
fio
50-200
T
0,06-0,07
1
Platina
fio
500-1000
T
0,10-0,16
1
Platina
fita
900-1100
T
0,12-0,17
1
Platina
pura, polida
200-600
T
0,05-0,10
1
Plástico
laminado de fibra de vidro (placa com circuito impresso)
70
SW
0,94
9
Plástico
laminado de fibra de vidro (placa com circuito impresso)
70
LW
0,91
9
Plástico
placa de isolamento em poliuretano
70
LW
0,55
9
Plástico
placa de isolamento em poliuretano
70
SW
0,29
9
Plástico
PVC, pavimento em plástico, opaco, estruturado
70
SW
0,94
9
Plástico
PVC, pavimento em plástico, opaco, estruturado
70
LW
0,93
9
Porcelana
branca, brilhante
 
T
0,70-0,75
1
Porcelana
vitrificada
20
T
0,92
1
Prata
polido
100
T
0,03
2
Prata
pura, polida
200-600
T
0,02-0,03
1
Pó de magnésio
   
T
0,86
1
Reboco
 
17
SW
0,86
5
Reboco
gesso em folha, não tratado
20
SW
0,90
6
Reboco
revestimento rugoso
20
T
0,91
2
Solo
saturado com água
20
T
0,95
2
Solo
seco
20
T
0,92
2
Styrofoam
isolamento
37
SW
0,60
7
Tecido
preto
20
T
0,98
1
Telha
vitrificada
17
SW
0,94
5
Tijolo
alumina
17
SW
0,68
5
Tijolo
alvenaria
35
SW
0,94
7
Tijolo
alvenaria, rebocada
20
T
0,94
1
Tijolo
argila refratária
1000
T
0,75
1
Tijolo
argila refratária
1200
T
0,59
1
Tijolo
argila refratária
20
T
0,85
1
Tijolo
comum
17
SW
0,86-0,81
5
Tijolo
impermeável
17
SW
0,87
5
Tijolo
refratário, corindo
1000
T
0,46
1
Tijolo
refratário, magnesite
1000-1300
T
0,38
1
Tijolo
refratário, muito radiante
500-1000
T
0,8-0,9
1
Tijolo
refratário, pouco radiante
500-1000
T
0,65-0,75
1
Tijolo
silimanite, 33% SiO2, 64% Al2O3
1500
T
0,29
1
Tijolo
Sílica de Dinas, não vidrada, rugosa
1000
T
0,80
1
Tijolo
Sílica de Dinas, refratária
1000
T
0,66
1
Tijolo
Sílica de Dinas, vidrada, rugosa
1100
T
0,85
1
Tijolo
sílica, 95% SiO2
1230
T
0,66
1
Tijolo
tijolo refratário
17
SW
0,68
5
Tijolo
vermelho, comum
20
T
0,93
2
Tijolo
vermelho, rugoso
20
T
0,88-0,93
1
Tinta
8 cores e qualidades diferentes
70
SW
0,88-0,96
9
Tinta
8 cores e qualidades diferentes
70
LW
0,92-0,94
9
Tinta
Alumínio, vários anos
50-100
T
0,27-0,67
1
Tinta
amarelo cádmio
 
T
0,28-0,33
1
Tinta
azul cobalto
 
T
0,7-0,8
1
Tinta
plástica, branca
20
SW
0,84
6
Tinta
plástica, preta
20
SW
0,95
6
Tinta
verde crómio
 
T
0,65-0,70
1
Tinta
à base de óleo, média de 16 cores
100
T
0,94
2
Tinta
óleo
17
SW
0,87
5
Tinta
óleo, cinzento baço
20
SW
0,97
6
Tinta
óleo, cinzento brilhante
20
SW
0,96
6
Tinta
óleo, preto baço
20
SW
0,94
6
Tinta
óleo, preto brilhante
20
SW
0,92
6
Tinta
óleo, várias cores
100
T
0,92-0,96
1
Titânio
oxidado a 540°C
1000
T
0,60
1
Titânio
oxidado a 540°C
200
T
0,40
1
Titânio
oxidado a 540°C
500
T
0,50
1
Titânio
polido
1000
T
0,36
1
Titânio
polido
200
T
0,15
1
Titânio
polido
500
T
0,20
1
Tungsténio
 
1500-2200
T
0,24-0,31
1
Tungsténio
 
200
T
0,05
1
Tungsténio
 
600-1000
T
0,1-0,16
1
Tungsténio
filamento
3300
T
0,39
1
Verniz
em pavimento com parquet de carvalho
70
SW
0,90
9
Verniz
em pavimento com parquet de carvalho
70
LW
0,90-0,93
9
Verniz
liso
20
SW
0,93
6
Zinco
folha
50
T
0,20
1
Zinco
oxidado a 400°C
400
T
0,11
1
Zinco
polido
200-300
T
0,04-0,05
1
Zinco
superfície oxidada
1000-1200
T
0,50-0,60
1
Água
camada >0,1 mm de espessura
0-100
T
0,95-0,98
1
Água
cristais de geada
-10
T
0,98
2
Água
destilada
20
T
0,96
2
Água
gelo, coberto com forte geada
0
T
0,98
1
Água
gelo, suave
-10
T
0,96
2
Água
gelo, suave
0
T
0,97
1
Água
neve
 
T
0,8
1
Água
neve
-10
T
0,85
2
Óleo, lubrificante
película de 0,025 mm
20
T
0,27
2
Óleo, lubrificante
película de 0,050 mm
20
T
0,46
2
Óleo, lubrificante
película de 0,125 mm
20
T
0,72
2
Óleo, lubrificante
película em base de Ni: apenas base de Ni
20
T
0,05
2
Óleo, lubrificante
revestimento espesso
20
T
0,82
2
Óxido de alumínio
ativo, em pó
 
T
0,46
1
Óxido de alumínio
puro, em pó (alumina)
 
T
0,16
1
Óxido de cobre
vermelho, em pó
 
T
0,70
1
Óxido de níquel
 
1000-1250
T
0,75-0,86
1
Óxido de níquel
 
500-650
T
0,52-0,59
1